Prefeito Arthur Neto diz que pleno funcionamento do CBA garante novos empregos em Manaus
19/08/2013 17h53

O prefeito Arthur Virgílio Neto afirmou, durante a 263ª reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS), nesta segunda-feira, 19, que o pleno funcionamento do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) causará um novo efeito sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM) com novos empregos e desenvolvimento para o estado. Durante a reunião, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, disse que até o fim do ano o CBA estará em funcionamento.
Construído há 12 anos, o CBA funciona de forma limitada, sem recursos próprios e pouca produtividade porque o governo federal ainda não o tornou independente. A principal função do CBA é transformar os conhecimentos gerados por institutos de pesquisa em produtos com valor agregado em toda a cadeia produtiva.
“Estava virando um ‘elefante branco’ e nós temos que realmente transformar o Brasil. Criar um novo efeito de Zona Franca: mantida, mas com o que vier da biotecnologia teremos um estado próspero e rico, com empregos e crescendo”, disse o prefeito.
O ministro Pimentel disse que o Governo Federal optou para que o CBA seja transformado em Organização Social e que o processo de criação de uma personalidade jurídica já passou pelo Mdic e seguiu para o Ministério do Planejamento.
Zona Franca
Durante a reunião do CAE, Fernando Pimentel anunciou que o projeto do Governo Federal que prorroga a Zona Franca por 50 anos deve passar pela Câmara dos Deputados até setembro e até o fim do ano deve passar, também, pelo Senado. O prefeito de Manaus foi autor de dois Projetos de Emenda à Constituição (PEC) que prorrogam a Zona Franca, uma por dez e outra por 50 anos.
“Fiz questão de dizer que a prorrogação da Zona Franca é importante é inadiável. Mas ela por si só é insuficiente porque temos que investir em inovação, formação de mão de obra e novas tecnologias. Temos que devolver ao Polo a vitalidade que ele não pode perder, ele é o único sustento do Amazonas”, defendeu.
Contigenciamento
Arthur também disse ao ministro que é importante para o investimento no estado que o Governo Federal descontigencie um percentual do orçamento da Suframa anualmente.
“Eu compreendo que não dá pra descontingenciar tudo para as demais autarquias parecidas com a Suframa não peçam também. Isso iria complicar o governo a compor os superávits primários que são necessários para a economia”, disse o prefeito.
Ao mesmo tempo, Arthur disse que acha injusto que não se descontigencie nenhum recurso. “Pode ser estabelecido um percentual anual que pode aumentar com a própria evolução da economia para financiar obras de infraestrutura na Amazônia Ocidental, em Manaus e no Interior. Para dar mais finalidade e prestígio à Suframa, para que ela dê conta do recado de ser uma grande agência de desenvolvimento”, opinou Arthur.
TEXTO: Cleidimar Pedroso