Prevenção e tratamento de infecção de sítio cirúrgico é tema de palestra na Maternidade Dr. Moura Tapajóz
23/03/2026 14h29
#paratodosverem – Palestra sobre prevenção de infecção de sítio cirúrgico na Maternidade Dr. Moura Tapajóz
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Maternidade Dr. Moura Tapajóz (CCIH/MMT), da Prefeitura de Manaus, promoveu, na manhã desta segunda-feira, 23/3, uma palestra sobre o Protocolo de Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico. A apresentação do conteúdo ficou a cargo da enfermeira da CCIH/MMT, Kalyria Kyrk, e teve como objetivo reforçar as orientações para que os procedimentos se tornem cada vez mais eficientes e seguros, a fim de diminuir complicações pós-operatórias e promover uma recuperação mais segura e rápida para os pacientes submetidos a cirurgias.
Segundo Kalyria, entre todos os protocolos necessários à segurança da unidade hospitalar, a atenção aos processos voltados para a redução dos riscos de contaminação no centro cirúrgico é uma prioridade.
“Como sempre digo, devemos reforçar, periodicamente, as orientações para que os procedimentos se tornem cada vez mais eficientes e seguros, desde a mais simples lavagem das mãos antes e depois de qualquer atendimento, até ações mais complexas. Para isso, temos um Protocolo de Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico, assim como um Protocolo de Antibioticoprofilaxia e Antibioticoterapia em Ginecologia e Obstetrícia, ou seja, temos todas as ferramentas e procedimentos padronizados para reduzir ao máximo a ocorrência de infecções”, destacou a enfermeira.
A enfermeira obstetra e diretora da MMT, Núbia Cruz, esclareceu que o evento teve o objetivo de reduzir o índice de infecções, de modo a diminuir o tempo de internação e elevar a qualidade do cuidado cirúrgico oferecido. “A prevenção de infecção de sítio cirúrgico é de extrema importância, pois sabemos que a mulher que acabou de ter bebê por meio de uma cesariana já se encontra em uma situação naturalmente frágil, em razão de ter passado por um procedimento cirúrgico. Então, nesses casos, uma intercorrência infecciosa pode atrapalhar muito todo o processo puerperal”, explicou Núbia.
A diretora frisou que a infecção de sítio cirúrgico é a principal complicação da operação cesariana e a infecção puerperal (após o parto) ainda é referenciada como uma das principais causas de óbitos maternos no Brasil. “Mas essa é uma realidade evitável e que estamos trabalhando incansavelmente para mudar”, avaliou Núbia.
A enfermeira Kalyria Kyrk também destacou como uma intercorrência infecciosa pode atrapalhar todo o processo puerperal, elencando algumas das inúmeras razões pelas quais as infecções de sítio cirúrgico devem ser evitadas. “Apenas o fato de serem a principal causa de morte materna já seria argumento suficiente para se trabalhar para evitar ao máximo as infecções de sítio cirúrgico, mas elas também têm outras sérias consequências negativas: prolongam o período de internação das pacientes, aumentando as despesas hospitalares; desestimulam a amamentação; desfavorecem o vínculo mãe-filho e ainda estão relacionadas ao desenvolvimento da depressão pós-parto”, esclareceu a enfermeira.
Os profissionais de saúde presentes foram orientados sobre diversos protocolos a serem seguidos durante os procedimentos cirúrgicos e relembrados da importância da higienização das mãos antes e depois de todo e qualquer contato com as pessoas atendidas, inclusive depois de remover as luvas. Também foram relembradas sobre as principais medidas para controle da infecção de sítio cirúrgico, que incluem uma prevenção pré-operatória eficiente; técnicas cirúrgicas seguras e desinfecção rigorosa; uso adequado de antibióticos profiláticos; controle da temperatura corporal e da glicemia; e boas práticas de cuidado pós-operatório por parte das equipes e dos próprios pacientes.
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Texto – Marcella Normando/ Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa


