Combate ao Aedes é intensificado na capital
06/12/2019 17h51
Após o resultado do 2º Diagnóstico de Infestação do Aedes Aegypti de 2019, a Prefeitura de Manaus está fortalecendo as ações de controle do mosquito em dez bairros da capital identificados como de alta vulnerabilidade para dengue, zika e chikungunya.

Realizado no mês de novembro, o diagnóstico apontou que do total de 63 bairros de Manaus, Jorge Teixeira, Tancredo Neves, Coroado, Colônia Terra Nova, Novo Aleixo, Parque 10 de Novembro, Chapada, Petrópolis, Japiim e São Lázaro são de alta vulnerabilidade para as doenças transmitidas pelo Aedes.
Durante programação do Dia Nacional de Combate ao Aedes aegypti, realizada nesta sexta-feira, 6/12, no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul da capital, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, destacou que o diagnóstico é um instrumento utilizado para identificar as áreas de maior risco para a proliferação do Aedes, permitindo que a Prefeitura de Manaus possa executar as ações de prevenção e evitar o aumento de casos das doenças causadas pelo mosquito.
“O primeiro diagnóstico de 2019, realizado em fevereiro, identificou 22 bairros de alta vulnerabilidade e, com essa informação, a Secretaria Municipal de Saúde, por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, atuou para evitar o aumento de casos nessas localidades. Hoje, Manaus tem apenas dez bairros de alta vulnerabilidade e apresenta uma redução de 27,7% no número de casos de doenças transmitidas pelo Aedes, em comparação com o ano passado”, informou Magaldi.
Os dados do novo diagnóstico, segundo o secretário, mostram que o trabalho de combate ao Aedes tem sido eficiente, mas que é preciso manter a vigilância nos serviços de saúde. “O Ministério da Saúde já fez o alerta de um possível aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no próximo ano em todo o Brasil. As regiões Sul e Sudeste enfrentam atualmente epidemia dessas doenças. Em Manaus, a situação está controlada por causa de ações da prefeitura, que incluem limpeza, drenagem e infraestrutura, mas o trabalho precisa ser mantido para evitar novas epidemias”, alertou Magaldi.
Diagnóstico
O Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti é realizado com o objetivo de obter índice de infestação na capital. Para isso, foram visitados, em novembro, um total de 29.193 imóveis em todos os bairros, com identificação e coleta das larvas do mosquito, assim como a eliminação e tratamento de potenciais criadouros.
No final do trabalho, a Semsa identificou que a capital apresenta um índice de infestação de 1,9%, permanecendo em médio risco, que compreende valores entre 1,0 e 3,9, para as doenças transmitidas pelo Aedes. Por Distrito de Saúde (Disa), o Disa Leste apresentou o maior índice com 3,5%, seguindo do Norte (1,6%), Sul (1,5%) e o Disa Oeste (1,4%).
De acordo com a gerente de Vigilância Ambiental da Semsa, enfermeira Alinne Antolini, os resultados do levantamento do índice de infestação são agregados com as informações sobre o número de casos de doenças transmitidas pelo Aedes em cada localidade e com os dados sobre os tipos de depósitos encontrados de forma predominante para reprodução do mosquito.
“Com esse conjunto de informações, a Semsa faz o mapa de vulnerabilidade identificando os bairros com alto, médio e baixo risco. E as ações operacionais de prevenção e controle, executadas por agentes de endemias e agentes comunitários de saúde, são direcionadas para os locais prioritários. O trabalho envolve visitas aos imóveis para orientar a população e a parceria com outras secretarias, como de limpeza e infraestrutura, estimulando maior envolvimento dos moradores e de lideranças comunitárias”, explicou Alinne.
Mobilização
A programação do Dia Nacional de Combate ao Aedes aegypti, realizada em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM), também contou com a entrega de medalhas para dez brigadistas mirins, que atuam no combate ao mosquito Aedes aegypti no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Elza Damasceno, além de participarem da visita domiciliar executada por agentes de endemias e da exposição na escola estadual Anderson de Menezes, no Parque 10 de Novembro, sobre os tipos de criadouros que potencializam a reprodução do mosquito e do ciclo biológico do Aedes.
De acordo com o chefe de Vigilância Ambiental da FVS/AM, Elder Figueira, as ações de mobilização contra o Aedes foram promovidas durante toda a semana nos municípios do Amazonas, incluindo um seminário com a participação de profissionais de 35 cidades sobre estratégias de combate ao mosquito.
“O Amazonas tem 45 cidades com infestação do Aedes, sendo que dois municípios, Tefé e São Gabriel da Cachoeira, são considerados de alto risco. E temos enviado uma força-tarefa para ajudar a desenvolver um plano de contingência e melhorar a estrutura dos municípios no enfrentamento a esse problema”, afirmou Elder Figueira.
Texto – Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos – José Nildo / Semsa


