Prefeitura quer reduzir obesidade e desnutrição

Por Prefeitura de Manaus

04/09/2013 14h06

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Levantamento do Ministério da Saúde revela que 51% da população brasileira estão acima do peso. Em 2006, o percentual era de 43%. A maioria de obesos é de homens, representando 54%. Enquanto isso, a desnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças a cada ano, ou 45% de todas as mortes de crianças menores de cinco anos de idade.

Para ajudar a reduzir esses números e combater a obesidade e a desnutrição nos pacientes atendidos nas unidades da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), foi realizado nesta quarta-feira (4), o workshop “Política de Alimentação e Nutrição no Sistema Único de Saúde (SUS)”, em comemoração ao Dia do Nutricionista, dia 31 de agosto.

O evento foi realizado no auditório da Semsa (Avenida Mário Ypiranga, 1695, Adrianópolis), das 8h às 17h30, direcionado a nutricionistas e alunos dos cursos de Nutrição dos estabelecimentos de ensino superior de Manaus. No workshop, a subsecretária municipal de Gestão da Saúde, Lubélia de Sá Freire, anunciou que nutricionistas que irão trabalhar nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) terão papel fundamental para diminuir os índices de doenças causadas pela obesidade e desnutrição, orientando sobre práticas de alimentação saudável.

“A obesidade hoje já chega a ser maior que a desnutrição, devido ao sedentarismo e a má alimentação, que são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. A Atenção Básica proporciona diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao paciente, o que inclui também atendimento psicológico. O prefeito Arthur Neto já anunciou a inauguração de 40 Módulos de Saúde da Família, com equipes do NASF que terão nutricionistas que, com certeza, darão uma grande contribuição para a queda dos índices de obesidade e desnutrição em Manaus. Além disso, teremos Academia da Saúde e Espaço Saúde. A Semsa também tem vários programas de nutrição, como o Leite do Meu Filho”, afirmou a subsecretária.

O paciente com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25), de acordo com a subsecretária, poderá ser encaminhado a Academia da Saúde para realização de atividades físicas e ao NASF para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. A evolução do tratamento será acompanhada pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde.

“O Programa Academia da Saúde é uma estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer”, contou.

De acordo com Lubélia, a atenção nutricional no âmbito da atenção básica deverá dar respostas às demandas e necessidades de saúde do seu território, considerando as de maior frequência e relevância e observando critérios de risco e vulnerabilidade. “Damos prioridade às ações preventivas e de tratamento da obesidade, da desnutrição, das carências nutricionais específicas e de doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à alimentação e nutrição”, enfatizou, acrescentando que as ações de prevenção das carências nutricionais específicas por meio da suplementação de micronutrientes (ferro, vitamina A, dentre outros) serão de responsabilidade dos serviços de Atenção Básica em acordo com o disposto nas normas técnicas dos programas de suplementação.

Presente no evento, a representante do Conselho Federal de Nutrição, Leida Bressane, disse que a nutrição adequada é fundamental para a redução de doenças. “A nutrição no Sistema Único de Saúde é de extrema importância para a saúde pública e deve ser prioridade em todas as instâncias. Todos os profissionais de nutrição devem estar inseridos no contexto de atendimento da rede de saúde, orientando sobre alimentação adequada e alternativa”, disse.

Programação – Durante o workshop, foram abordados os temas: Organização da Atenção Nutricional; Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional: Ações do Conselho Federal de Nutrição (CFN); Programa Bolsa Família e suas condicionalidades; Prevenção e Controle da Deficiência de Ferro; o programa Amamenta e Alimenta Brasil; Controle e Regulação de Alimentos; e Promoção da Alimentação Saudável.

A discussão sobre os temas contou com a participação também de representantes da Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), do Departamento de Vigilância Sanitária/Semsa e do Núcleo de Promoção a Hábitos de Vida Saudável/Semsa.

Departamento de Comunicação – Semsa/(92) 3236-8315