Prefeito instaura sindicância e afasta suspeitos de comercializar sepulturas

Por Prefeitura de Manaus

27/08/2013 8h43

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O Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, suspendeu por 30 dias os servidores Ademilde Cavalcante Andrade, Lenai Culto Franca e José Alfredo Cavalcante de Vasconcelos, suspeitos de comercializarem sepulturas em três cemitérios da cidade. O afastamento é uma determinação do Estatuto do Servidor Municipal para que os servidores envolvidos não atrapalhem a apuração das irregularidades denunciadas pela imprensa local no último dia 25 de agosto.

O decreto determinando o afastamento foi assinado pelo Prefeito na tarde desta segunda-feira, 26, e será publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira.

As denúncias serão apuradas por uma Comissão de Sindicância Administrativa formada por quatro servidores designados pelo secretário Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), Paulo Farias. A portaria que instala a comissão também foi assinada pelo secretario nesta segunda-feira, 26, e será publicada no DOM desta terça-feira.

O afastamento é baseado nos artigos 234 e 235 do Estatuto do Servidor Municipal, Lei 1.118 de 1971. O dispositivo determina a suspensão preventiva de servidores possivelmente envolvidos em irregularidades na prestação do serviço público. A suspensão de 30 dias é prorrogável por igual período

“O jornal apresentou uma denúncia que está muito bem comprovada e documentada. Solicitamos cópia das provas ao jornal e ao mesmo tempo instituímos uma comissão de sindicância composta  por servidores estatutários”, disse Paulo Farias.

O secretário explicou que os servidores estão afastados de suas atividades e a disposição da comissão de sindicância. “Eles não estão em suas funções, mas a disposição da comissão para prestar qualquer esclarecimento sempre que forem convocados”, explicou. “O trabalho será rápido porque a documentação é conclusiva. O estatuto prevê punições que vão de advertência ao desligamento”, explicou.

Segundo as denúncias, servidores estavam comercializando sepulturas dos cemitérios São João Batista, Santo Alberto e Santa Helena por até R$ 30 mil. A atividade é irregular porque não há propriedade de sepulturas. Os parentes dos mortos recebem uma concessão de uso das sepulturas.

TEXTO: CLEIDIMAR PEDROSO