Centro de Artes Aníbal Beça realiza segunda Mostra de Arte

Por Prefeitura de Manaus

06/10/2016 13h17

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A interação de profissionais da arte com alunos do Centro Municipal de Arte e Educação (Cmae) Aníbal Beça foi a tônica da Mostra Fluidez no Sentir, que teve início nesta quinta-feira, 6, na sede da unidade de ensino, no bairro São José 3, na zona Leste de Manaus.

 

Aproximadamente 300 alunos do Cmae e de escolas municipais próximas participam, até sexta-feira, 7, de palestras e oficinas voltadas para a temática. A atividade é realizada em parceria com a Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras (AAACL).

 

De acordo com o diretor do Centro de Artes Aníbal Beça, Jorge Farache, o intuito da atividade é promover uma interação de alunos e profissionais, a fim de aprimorar técnicas artísticas e incentivar o contato com as artes da comunidade.

 

“É nossa segunda edição da mostra, onde procuramos unir o lado profissional dos artistas e suas exposições e os nossos alunos de artes visuais, com as obras que eles vêm desenvolvendo. Além de unir profissionais e estudantes, o objetivo é também fazer com que o público da zona Leste tenha mais uma referência de atividades culturais”, explicou.

 

Segundo a secretária Municipal de Educação (Semed), Kátia Schweickardt, não há prática da educação sem a arte. “Ambas tem importância na formação de cada uma das nossas crianças. Eu quero agradecer a todo o trabalho que o Centro de Artes Aníbal Beça faz. Os professores se dedicam quase como sacerdotes nessa missão de despertar o interesse, o amor e o talento pelas artes nas nossas crianças, sobretudo aqui da zona Leste”, destacou.

 

Arte e educação

Para o vice-presidente da Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras, José Barroso, unir a arte com a educação é uma mistura que sempre vai dar certo. Em sua fala, na cerimônia de abertura, ele ressaltou que estudos afirmam que pessoas que têm contato atividades artísticas na infância, tendem a ser mais desenvolvidas cognitivamente.

 

“Os cientistas já comprovaram que as crianças que se dedicam a uma arte, seja lá qual for, têm o cérebro mais desenvolvido do que a média das outras crianças. Elas são mais inteligentes do que as outras crianças, são mais sensíveis e entendem a vida melhor do que as outras de sua idade. Assim, terão, inevitavelmente, escolaridade acima da que tiveram seus pais. Eu vejo como sabedoria da Semed de ter uma escola dedicada às artes”, observou.

 

Atividades

A primeira atividade do evento foi uma palestra sobre cinema com Ederson Peres, integrante da AAACL. Antes, no entanto, os professores de teclado, percussão, violão, violino e violoncelo, do Centro de Artes, fizeram uma apresentação musical que contagiou os presentes.

 

Durante os dois dias de evento serão realizadas seis oficinas: ‘fotografe bem com seu celular’; ‘dança-improvisação’; ‘artes visuais’; ‘como entender a arte contemporânea’; ‘a arte do kung fu’; e ‘música orgânica’.

 

Aluna de violino e teclado, Elizabeth Duarte, de 15 anos, participará da mostra junto com o seu grupo de música. Ela conta que desde os nove anos tem contato com o teclado, mas quando ouviu o som do violino foi amor à primeira vista. Esse é um dos motivos que a levou a decidir fazer faculdade de música.

 

“Eu venho para o Centro de Artes todos os dias e é ótimo porque eu percebi que estou me desenvolvendo cada dia mais. Eu comecei a fazer teclado aos nove anos aqui mesmo, mas um belo dia eu ouvi o som do violino e me apaixonei e me matriculei. O violino é tudo, é o amor da minha vida”, afirmou.

 

Já para Adaílson Silva, 17, as aulas de música foram a forma que ele encontrou de ocupar o tempo ocioso, que antes era gasto na rua. “Antes da música meu hobby era ficar na rua, mas depois que conheci a música eu vim pra cá, mudou. Gosto de tocar mesmo. Eu vejo essa mostra como algo interessante porque nem sempre as pessoas imaginam o que gente faz aqui. Aqui eu posso demonstrar o meu talento e como é bom ser musico”, falou.

 

O Centro de Artes

O Centro de Artes Aníbal Beça foi inaugurado em 2002 e desde lá vem atuando no ensino de diversos tipos de expressões artísticas com moradores da zona Leste de Manaus.

 

De acordo com o diretor, Jorge Farache, ao longo dos anos a instituição tem obtido cada vez mais respeito e despertado o interesse da comunidade.
“Nós temos tido uma maior participação de crianças e pais aqui nos cursos que temos oferecidos. Uma atividade como essa, mostra que o objetivo da Escola de Arte está se enraizando aqui na área”, concluiu.

 

Texto: Thiago Botelho

Fotos: Cleomir Santos / Semed

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação (Semed): 92 3632-2054