Moura Tapajóz encerra curso teórico-prático sobre ‘Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco’
10/09/2026 14h19
#paratodosverem – Profissionais de saúde participando de curso teórico-prático “Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco”
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, encerrou, nesta quinta-feira, 10/9, o curso “Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco”, promovido pelo Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (PRN-SBP). O curso teve como objetivo capacitar profissionais de saúde a realizar o transporte intra-hospitalar e inter-hospitalar de recém-nascidos de alto risco de modo eficiente e seguro, com base nas diretrizes da SBP 2024.
O curso foi presencial, realizado no auditório da unidade, e composto de uma aula teórica e quatro práticas para 40 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, com pré e pós-testes sobre os requisitos básicos e os problemas mais frequentes relacionados ao transporte do recém-nascido de alto risco.
Nas aulas práticas, com incubadora de transporte, bomba perfusora, manequim de intubação e ventilador mecânico manual em T, cada instrutora credenciada do PRN-SBP ministrou o treinamento para o máximo de oito alunos. Foram instrutoras as médicas neonatologistas e pediatras: Valeska Affonso Salignac Marcião, Sandra Mendes de Magalhães da Silva, Briza Rocha, Paula Célia Dias Menezes e Sigrid Marcela Rodrigues do Nascimento.
De acordo com a médica neonatologista e instrutora do curso, Briza Rocha, uma equipe qualificada e treinada diminui muito o risco de mortalidade e de morbidade no transporte de bebês criticamente doentes. “É imprescindível que a equipe multiprofissional esteja capacitada e trabalhando em conjunto para que o transporte do recém-nascido tenha sucesso”, explicou.
Briza ainda frisou que a maternidade Dr. Moura Tapajóz é localizada próxima a outros municípios, e, por isso, muitas vezes recebe recém-nascidos oriundos de locais como Iranduba e Manacapuru.
“Além disso, também transportamos recém-nascidos da nossa maternidade para realizarem exames mais especializados em outras unidades e transferimos bebês cardiopatas e bebês com problemas cirúrgicos para outros hospitais quaternários, que realizam esse tipo de procedimento. Por essa razão, o conhecimento aprofundado sobre todas as etapas do transporte é essencial”, destacou Briza Rocha.
Segundo a médica, o curso objetiva reconhecer as principais indicações do transporte neonatal; conhecer a infraestrutura mínima necessária para o transporte seguro do recém-nascido entre diferentes instituições e entre diferentes unidades no mesmo hospital; realizar a estabilização clínica do paciente antes do início do transporte; efetuar o transporte propriamente dito de recém-nascidos criticamente doentes; habilitar o profissional na prevenção, reconhecimento e intervenções terapêuticas das possíveis intercorrências durante o deslocamento do paciente; e promover a chegada do recém-nascido clinicamente estável à unidade de destino.
A enfermeira obstetra e diretora da MMT, Núbia Pereira da Cruz, alerta que, no Brasil, a mortalidade neonatal, em especial na primeira semana de vida, ainda é responsável por cerca de 60% a 70% da mortalidade infantil. “O cuidado adequado ao recém-nascido é essencial para reduzir esses índices, por isso, estamos constantemente capacitando nossa equipe para conseguirmos reduzir qualquer possibilidade de mortalidade neonatal por causas evitáveis”, afirmou.
Ainda segundo Núbia, a garantia de acesso ao transporte neonatal adequado e oportuno, sempre que necessário, é o que faz a diferença para a sobrevivência do recém-nascido com as melhores condições possíveis. “Nosso compromisso maior é com a redução da mortalidade infantil e na construção de um sistema de saúde mais forte, mais capacitado e mais humano”, completou a diretora.

(Semsa).
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Texto – Marcella Normando/Semsa
Fotos – Divulgação/Semsa


