Criança desaparecida é encontrada e Semmasdh cobra celeridade na apuração da conduta de conselheiro
03/07/2015 17h41

Após denúncia da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), agentes do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica) e servidores do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) localizaram a criança de três anos desaparecida desde o último dia 23 de junho. Ela foi encontrada na noite de quinta-feira, 2, na residência de uma pessoa desconhecida para os familiares, cujo nome não foi revelado, próximo à bola do Produtor, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.
Acompanhando de perto o desenrolar das investigações, a secretária da Semmasdh, Goreth Garcia Ribeiro, cobrou celeridade no processo de sindicância aberto pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), contra o conselheiro tutelar da zona Leste II, Francisco Castro Amorim, supostamente envolvido no desaparecimento.
“Pedimos pressa e rigor no cumprimento da Lei, pois essa é uma atividade que deve está cercada de bons exemplos. Respeitamos o lado humano dos conselheiros, mas cobramos exímia postura profissional”, reforçou Goreth.
Ainda segundo a secretária, regras mais rígidas serão adotadas para que as ações de proteção à criança e ao adolescente não sejam colocadas em risco. “Felizmente, tivemos um bom desfecho com a localização da criança, mas deixo claro que não vamos permitir mais situações dessa natureza”, disse. “Temos um serviço de denúncias continuado, 24 horas por dia, por isso o alerta também deve ser continuado. Toda e qualquer ocorrência grave deverá ser encaminhada imediatamente a nossa diretoria, pois estamos preparados para isso”, pontuou.
O caso foi acompanhado pela Semmasdh e pela promotora Vânia Marinho, da 28ª Promotoria da Infância e Juventude Civil, além do 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o conselheiro prestou esclarecimentos.
Segundo o coordenador-geral dos conselhos tutelares, Rosinaldo Silva, a criança de três anos que havia desaparecido possui outros dois irmãos, que estão sob a tutela da mãe e de uma avó. O caso será encaminhado para o Juizado da Criança e da Juventude. “É fundamental que as crianças permaneçam no seio familiar, se não com os pais, que continuem sendo cuidadas por avós ou tios. Vamos dar todo o acompanhamento para garantir a proteção dessas crianças. Caberá ao Ministério Público e ao Juizado da Criança decidir quanto a um eventual processo de adoção”, explicou.
REPORTAGEM: Alita Falcão / FOTO: Márcio James


