Prefeitura recebe pauta de reivindicações de manifestantes

Por Prefeitura de Manaus

24/06/2013 21h18

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A pedido do prefeito Arthur Virgílio Neto, que está em Brasília, uma equipe da Prefeitura de Manaus recebeu um grupo de manifestantes para a entrega da pauta de reivindicações referentes ao transporte coletivo. A comissão foi formada pelos secretários municipais de Governo, Humberto Michiles; Requalificação do Centro, Rafael Assayag; e superintendente Municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho.

Na tarde desta segunda-feira, 24, cerca de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), fizeram um protesto no Centro para pedir melhorias no sistema de transporte coletivo da cidade. Os manifestantes se concentraram no Largo São Sebastião e saíram em passeata até o Palácio Rio Branco, na Avenida Sete de Setembro, onde o prefeito Arthur Neto também despacha.

O secretário Humberto Michiles afirmou que Arthur chega nesta terça-feira, 25, e marcará uma data para receber representantes do Movimento Passe Livre (MPL). “O prefeito foi criado na luta democrática, afeito ao diálogo e tem propostas concretas da Prefeitura. Mas, em função da sua conversa com a presidente da República, aguarda também propostas do governo federal para que se possa melhorar a qualidade do sistema de transporte coletivo”, disse.

Michiles ressaltou algumas medidas que já foram anunciadas pelo prefeito, como a reforma dos terminais de integração, licitação para a construção de 200 abrigos nos pontos de ônibus – cem ainda este ano –, e recapeamento das vias da cidade. Ele lembrou ainda que Arthur foi o primeiro prefeito a reduzir a tarifa de ônibus, que passou de R$ 3 para 2,90.

“Infelizmente não é possível realizar todas as ações com a rapidez que se gostaria, mas os processos estão em andamento, as licitações estão em andamento e muitas das propostas trazidas pelo movimento já estão sendo executadas pela Prefeitura”, ressaltou o secretário.

Entre as reivindicações dos manifestantes estão a redução da tarifa de R$ 2,90 para R$ 2, passe livre para estudantes, regularidade nos horários dos coletivos e volta da ‘Domingueira’ – tarifa a R$ 1 aos domingos.

O superintendente Municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho, informou que as propostas dos manifestantes serão analisadas, mas que é preciso haver discussão. “Na redução da tarifa para R$ 2, por exemplo, imediatamente alguém tem que bancar R$ 16 milhões por mês de subsídio. Nós precisamos discutir quem faria isso e como se faria. Metade da tarifa, hoje, é para pagar os rodoviários, e eles não vão aceitar redução de salários. Então, a forma de se baixar tarifa, é investindo na infraestrutura para melhor a velocidade dos ônibus e, paralelamente melhor o nível de serviços”, disse.

Pedro Carvalho disse ainda que é preciso ter cuidado com a proposta de gratuidade no transporte coletivo. “A gratuidade vai dobrar o número de usuários. “Não estou dizendo que o passe de estudante não possa ser grátis. Pode, mas temos que estudar essa forma para poder chegar lá”, afirmou.

Texto: Fabíola Pascarelli