Semsa promove oficina para mapeamento dos serviços nas áreas das Unidades de Saúde
18/06/2013 21h39

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) promoveu nesta terça-feira, 18, uma oficina com orientações sobre o levantamento do perfil demográfico, ambiental, socioeconômico e institucional do território de atuação das Unidades Básicas de Saúde. A programação foi realizada na Universidade Nilton Lins (Parque das Laranjeiras) e integra o processo de reordenamento da Atenção Primária à Saúde que vem sendo desenvolvida com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento e garantir um melhor acesso da população aos serviços de saúde, coordenadas de acordo com o projeto de consultoria do sanitarista Eugênio Vilaça, de Minas Gerais.
O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, explicou que a oficina foi direcionada aos 40 tutores selecionados entre profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde e que estão sendo qualificados para apoiar o processo de reordenamento e multiplicar as informações junto aos demais profissionais. “A oficina realizada este mês é a segunda de uma série de sete programadas para acontecer durante todo o ano e que fazem parte do processo de implantação de um novo modelo do processo de trabalho no Sistema Único de Saúde em Manaus”, destacou Melo.
De acordo com o consultor Marco Túlio Ferreira, um dos responsáveis pela oficina, a segunda etapa do processo de qualificação dos tutores tem como um dos objetivos a padronização das ações que devem ser realizadas para que as Unidades de Saúde conheçam os perfis demográfico, ambiental, socioeconômico e institucional dos territórios em que atuam.
O levantamento dos perfis é feito a partir da definição do território de atuação das equipes de saúde, seguido do mapeamento das características de cada área geográfica. Os profissionais de saúde precisam fazer o mapeamento do território para incluir informações como: a identificação de outros estabelecimentos de saúde existentes na área; os serviços sociais existentes, as áreas de risco como invasões ou sujeitas a inundação e deslizamentos; as dificuldades de acesso; as áreas de lazer; a existência de igarapés; as características do transporte público; o número de domicílios de acordo com o tipo de abastecimento e tratamento da água e de acordo com o tipo destinação do lixo; a população do território segundo faixa etária e sexo; as lideranças comunitárias; as organizações não governamentais.
“São essas informações, agregadas ao perfil epidemiológico da população de cada território, que irão permitir aos profissionais de saúde o conhecimento necessário para elaboração de um planejamento correto das ações de saúde de acordo com a realidade de cada local, além de elaborar ações que sejam desenvolvidas de forma integrada com outros estabelecimentos de saúde ou outras instituições do território, e que possam colaborar com a qualidade de vida da população”, explicou Marco Túlio.
A oficina terá continuidade nesta quarta-feira, dia 19, com visita de tutores a uma Unidade de Saúde para aplicar prática da metodologia desenvolvida para o mapeamento da área de abrangência e a identificação dos aspectos demográfico, ambiental, socioeconômico e institucional. Durante o período de dispersão, os tutores irão replicar a metodologia junto às Unidades de Saúde.
Assessoria de Comunicação – SEMSA
Reportagem: Eurivânia Galúcio
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