DVisa fiscaliza peixe e carne vendidos na Manaus Moderna
17/05/2012 14h54
Técnicos do Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa) da prefeitura de Manaus fiscalizaram, na manhã desta quinta-feira, a qualidade e as condições de higiene da carne e peixe vendidos na feira da Manaus Moderna, no centro da cidade. A preocupação é que os feirantes estejam utilizando a água poluída, acumulada dentro da feira para lavar os alimentos, o que pode provocar doenças diarreicas e até mesmo febre tifoide.
“O que pudemos constatar aqui é que a feira precisa ser interditada com urgência. Não tem como não haver contaminação se a água passa logo aqui embaixo (das marombas) e o ambiente está completamente poluído. Até mesmo o odor provocado pela alagação é muito forte”, afirmou Pedro Contente, fiscal de Saúde da DVisa.
Para minimizar os danos provocados pela cheia, os feirantes construíram marombas entre os boxes para que os clientes pudessem circular dentro da feira. E apesar de afirmarem que tomam todos os cuidados com relação a higiene, eles calculam uma queda de 50% nas vendas. “Nós já enfrentamos um grave problema de falta de estacionamento na área e com as ruas adjacentes alagadas, a situação está pior. As pessoas evitam vir para a feira porque sabem que não tem onde estacionar”, desabafa o feirante Nonato Bezerra, que trabalha no local há 18 anos.
Os feirantes aproveitaram a oportunidade para denunciar aos técnicos da DVisa, a venda de peixes impróprios para o consumo, ao lado do mercado Adolpho Lisboa. Os agentes constataram in loco, os riscos à saúde que podem ser provocados pela ingestão desses alimentos. No local, comerciantes chegam a vender três tambaquis ruelo a R$10 ou 40 pirapitingas pelo mesmo valor. “Nós detectamos que a prática é irregular e oferece riscos à saúde de quem consumir esses peixes. Agora, vamos acionar a Sempab, que é o órgão responsável pela fiscalização e, no caso, apreensão dessa mercadoria”, afirma Pedro.
Feirantes devem se mudar na próxima semana
A feira provisória que está sendo construída na Manaus Moderna deve receber os feirantes a partir da próxima semana. Ao todo são 145 boxes de madeira que devem abrigar feirantes que comercializam carne, peixe e pequenos lanches localizados nas áreas mais alagadas da atual feira.
“Estamos acompanhando a subida do rio e pela previsão é que toda a feira seja alagada. Vamos retirar, inicialmente, aqueles feirantes que estão sendo mais afetados. Construímos 145 boxes, mas se for necessários, temos capacidade para construir 1200. A preocupação da prefeitura é que nem população, nem feirantes sejam prejudicados pela cheia”, afirma o gerente de fiscalização da Sempab, Antônio Dias.
REPORTAGEM: LEONARDO FIERRO


