Zona rural recebe mutirão de limpeza da Prefeitura
17/10/2018 12h05
Nesta semana, a Prefeitura de Manaus cumpre as últimas etapas da programação do mutirão de limpeza na zona rural, mobilizando as equipes na comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Tarumã Mirim, e, posteriormente, na Vila Nova, próximo ao Ceasa. Das 13 comunidades no perímetro da cidade, 11 já receberam os serviços até esta quarta-feira, 17/10.
Com mais de 5 mil moradores e 1 mil famílias, a comunidade Nossa Senhora de Fátima, que é a maior da zona rural de Manaus, recebe equipes de capinação, jardinagem e recolhimento de entulhos. Para essa programação, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) conta com o trabalho de 12 garis comunitários entre as equipes operacionais. “A limpeza da área rural é um desafio assumido pelo prefeito Arthur Virgílio Neto desde o início da sua gestão. São pequenas comunidades cercadas pela floresta e rios e precisam de cuidados e preservação”, comentou o secretário da Semulsp, Paulo Farias.
O mutirão acontece a cada três meses nessa região, conforme explica o subsecretário operacional da Semulsp, José Rebouças. “Essa periodicidade é ideal para as comunidades, pois coincide com o tempo de crescimento da vegetação. Nessa época de muito calor, a limpeza também se torna importante para evitar que os moradores toquem fogo no lixo, pois, com o calor, o risco de queimadas é maior”, lembrou.
A moradora Eliana Duarte elogia a limpeza, mas reclama da atitude de alguns moradores que jogam resíduos à beira do lago. “A Prefeitura tem sido bem pontual na programação e vem mantendo a limpeza, mas ainda vemos alguns moradores deixando lixo na beirada. Isso é que tem que parar”, comentou.
Enildes Gonçalves de Oliveira, que mora na rua da Macabeira e reside na comunidade há mais de 50 anos, viu a comunidade nascer e gosta de colaborar com as equipes de limpeza. “De três em três meses, eles vêm. Sempre separo os resíduos para entregar e procuro disponibilizar o lixo diário diretamente ao gari comunitário, para evitar que os cachorros espalhem”, conta.
Já o produtor rural Nazianildo Apolônio vive na comunidade há oito anos e é defensor da preservação do local. “Não é possível continuarmos a poluir nossos rios e matas. Precisamos de desenvolvimento sim, mas com respeito aos nossos recursos. Então, considero essa limpeza primordial, mas devemos mudar de postura como cidadãos”, avaliou.
A programação, que começou em agosto, já percorreu 11 comunidades. Pouco povoadas em sua maioria, essas localidades contam com o serviço fixo de um gari comunitário, que trabalha diariamente coletando os resíduos de cada residência e dispondo em local ideal, para aguardar a passagem da balsa coletora, que cumpre rota nesses locais semanalmente. O mutirão é o serviço complementar e de capinação. “Aqui em Fátima temos a limpeza mais intensa. São 25 ruas, mais de 900 casas e muito capim para retirar”, mencionou o gari comunitário e coordenador do serviço na comunidade, Romildo de Farias Silva.
As comunidades Jatuarana (Puraquequara); Bela Vista do Jaraqui, situada no Lago do Jaraqui (55 km de Manaus); Colônia Central (região do Tupé); Agrovila (à margem direita do Tarumã-Mirim); Tupe (a 25km de Manaus); São Sebastião (Tarumã-Mirim); Julião e Ebenezer (RSD Tupé), Livramento (Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé); Nova Esperança (APA Tarumã-Ponta Negra, às margens do Igarapé do Tiu) e Agrícola da Paz (Ramal do Pau Rosa, na BR 174) já receberam mutirão de limpeza.
Texto: Lilian D’Araújo / Semulsp
Fotos: Altemar Alcântara/Semcom
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