Virada Cultural gera 24 horas de lucro à comércio

Por Prefeitura de Manaus

16/11/2011 16h32

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O comércio e o setor de serviços faturaram alto com a segunda edição da Virada Cultural de Manaus. Na Praça do Eldorado, por exemplo, durante as 24 horas de atrações culturais, os proprietários de bares e restaurantes tiveram que se adaptar ao volume de pessoas que freqüentaram o local. “Fizemos reuniões com todos os comércios locais para descobrir a melhor forma de manter o padrão de atendimento no Eldorado”, afirma o empresário Mikael Aharrakian. Segundo ele, o faturamento de seu bar aumentou em 200% durante o último final de semana. “Nosso expediente acompanhou toda a programação da Virada. Para isso tivemos de dobrar o pedido habitual de bebidas e ingredientes para preparação de petiscos. O número de garçons também teve que aumentar, de sete para nove”, explica.

O taxista Mário Gonçalves trabalha nas imediações do Eldorado há seis anos. Segundo ele a intensa movimentação na Praça conseguiu “zerar” durante toda a noite o seu tradicional ponto de táxi. “De sábado para domingo não teve carro parado. Nem durante a final do campeonato brasileiro de futebol, quando o movimento também é grande, conseguimos faturar tanto”, comemora.

De acordo com José Venâncio, diretor de Planejamento da Fundação Municipal de Cultura e Artes (Manauscult), nos pontos onde já existe comércio consolidado, como o Eldorado e rua Ferreira Pena, a Prefeitura beneficiou os próprios comerciantes locais. “Informamos sobre a programação da Virada Cultural previamente e os empresários entenderam que o evento movimenta uma quantidade de consumidores difícil de ignorar. Por isso eles optaram por acompanhar o expediente do Viradão”, explica Venâncio.

É o caso do empresário João Paulo Souto Loureiro. Seu bar, localizado na rua Ferreira Pena, literalmente abriu as portas para a cultura. “Entre turistas e população local, muita gente passou a conhecer nosso bar, um público que com certeza deve voltar outras vezes”, afirma. O intercâmbio cultural também chamou atenção do empresário. “Muitos artistas, como Pedrinho Ribeiro, Torrinho e Sérgio Carvalho pararam para, entre uma cerveja e outra, discutir música e cinema”, comemora.

 

Barracas

A Manaucult desenvolveu parceria com as secretarias municipais de Produção e Abastecimento (Sempab) e Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad) para levar barracas aos pontos mais carentes de comércio. “A Sempab cadastrou todas as pessoas que quiseram participar da Virada Cultural com venda de bebidas e alimentos. Já a Semtrad forneceu 90 barracas para funcionar durante todo evento”, explica Venâncio.

Todos esses pequenos comerciantes receberam treinamento sobre atendimento ao cliente e manuseio de alimentos. “O resultado de toda essa preparação foi um lucro total estimado de 50 mil reais em apenas 24 horas de expediente”, completa o diretor.

 

Reportagem: Raonny Oliveira

Foto: Manoel Vaz / Semcom