Total da área destruída pela invasão equivale a 37 campos de futebol
30/06/2011 13h49
Uma área de 310.197 metros quadrados, o equivalente a 31 hectares ou 37 campos de futebol, sofreu diretamente os impactos da invasão denominada José de Alencar, que permaneceu durante quatro meses sob o domínio de invasores na Área de Proteção Ambiental (APA) do Tarumã, Zona Oeste de Manaus. A extensão da área impactada e os efeitos causados pela ocupação foram identificados pelos técnicos da Diretoria de Qualidade e Controle Ambiental (DQCA), da Semmas, por determinação do secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, logo após o cumprimento da reintegração de posse. Os técnicos passaram mais de uma semana percorrendo todo o perímetro da APA ocupado pelos invasores para elaboração do relatório, concluído na última quarta-feira (29).
O documento aponta todos os danos provocados ao meio ambiente em função da ação danosa dos invasores. Segundo o documento, as áreas atingidas são extensas, o que ocasionou a formação de clareiras em meio à floresta. Os mais de 3 mil barracos foram construídos praticamente utilizando a madeira extraída do desmatamento da área, sendo observada também a comercialização de madeira na própria invasão.
O estudo ressalta que a área da Bacia do Tarumã é basicamente formada por vegetação primária (em maior percentual) e secundária, com predominância para as espécies nativas. Todas as áreas ocupadas e desmatadas passaram por um processo de “limpeza” com o uso da queimada. O relatório aponta uma grande quantidade de vestígios de queimadas em áreas contíguas.
Outro dano grave foi a construção das instalações sanitárias inadequadas pelos invasores. Os técnicos da Semmas localizaram pelo menos 100 latrinas coletivas ou “fossas negras”, em que eram depositados diretamente no solo todos os dejetos produzidos pelas pessoas que ocupavam o terreno. O fato, por si só, já representa um alto risco de contaminação de nascentes, igarapés e do lençol freático provavelmente existente na área. O risco de contaminação se dá pela infiltração e percolação de resíduos líquidos a partir das fossas negras.
O desmatamento da área gera também efeitos sobre a força dos ventos na cidade de Manaus. A grande quantidade de árvores retiradas da já fragilizada área do Tarumã faz com que a velocidade dos ventos ao nível do solo aumente, reduzindo também a sua umidade. Além do risco de efeitos desastrosos dos vendavais, a ausência de cobertura vegetal dificulta também a infiltração da água pluvial no solo provocando ravinamentos e voçorocas. A área invadida, segundo o estudo, sofreu também impactos diretos sobre a flora, (com perda da composição florística da área e perda da proteção do solo) e fauna (afugentamento de animais e desligamento de corredor ecológico natural).
O surgimento de erosões principalmente nas áreas desniveladas e nas APPs foi outra conseqüência direta da ação dos invasores. A erosão causa o assoreamento das margens dos igarapés e o desaparecimento das nascentes existentes no terreno. Foram retirados do local 720 toneladas de resíduos numa ação da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), que permaneceu durante cinco dias com equipes no local.
Mais informações:
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Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas)
Prefeitura Municipal de Manaus (PMM)
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