SOS Vida fecha o semestre com ampliação de 35,5% no número de remoções de pacientes
19/07/2012 16h05
O SOS Vida, serviço de remoção de pacientes com dificuldades de
locomoção e em situação de vulnerabilidade social, implantado pela
Prefeitura de Manaus em 2009, fechou o primeiro semestre deste ano com
54,1 mil atendimentos realizados, um aumento de 35,5% em relação ao
mesmo período de 2011, quando foram feitas 39,9 mil remoções. O
secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, atribui o resultado
aos investimentos que foram feitos no ano passado, para ampliar a
frota de ambulâncias e vans utilizadas no transporte dos pacientes,
para qualificar e aumentar número de profissionais que atuam no
serviço, e, também, ao início do processo de descentralização das
bases de atendimento.
“O SOS Vida é um serviço primordial, pois assegura a pacientes com
dificuldade de locomoção, principalmente àqueles em tratamento de
hemodiálise, o transporte gratuito e assistido, sem o qual teriam
dificuldades para prosseguir o tratamento”, afirmou o secretário
municipal de Saúde, Francisco Deodato. Além das pessoas que dependem
de hemodiálise, estão entre os pacientes que se beneficiam do
programa, pessoas em tratamento de radioterapia; quimioterapia;
fisioterapia; pessoas que precisam de troca de sonda e curativos
constantes; entre outros procedimentos.
Jorge Balbino, 52 anos, é cadeirante, morador do bairro de São Jorge e
foi um dos primeiros a se cadastrar no SOS Vida. Três vezes por
semana, ele é transportado pelo serviço às sessões de fisioterapia e
hidroterapia que precisa fazer para prevenir problemas de saúde
relacionados à falta de movimentos, decorrentes da lesão medular.
“Este serviço é a certeza de continuidade do meu tratamento. As
pessoas sequeladas como eu, têm dia certo para começar o tratamento,
mas não têm uma data para terminar. Dependem de tratamento prolongado
para se recuperar ou garantir sua qualidade de vida”, disse Balbino.
Ele destaca que, antes de se cadastrar no programa, dependia de
terceiros para ir às sessões de fisioterapia. “Hoje posso contar com a
rotina de um transporte seguro e de qualidade. Até no lado social foi
importante. Antes eu era quase um ermitão. Hoje, durante as viagens,
na rota para buscar e deixar os outros pacientes, posso acompanhar
também a rotina da cidade,”, frisou.
A aposentada Elza Navarro de Souza, 75 anos, cuida do marido,
Francisco, de 78 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC),
em 1990. Por causa de uma série de sequelas da doença, Francisco
precisa ser levado constantemente ao médico e para fazer exames. A
família não tem condução própria e as condições de saúde do aposentado
não permitem que ele use transporte coletivo. Um dia, sem dinheiro
para levar o marido de táxi a uma dessas consultas, Elza decidiu ligar
para o SAMU e pedir uma ambulância. “Eles me disseram que o serviço
prioriza os casos de urgência e emergência, mas me orientaram sobre o
atendimento oferecido pelo SOS Vida. Eu não tenho palavras para
descrever a importância desse serviço para mim. Faço questão de
elogiar a eficiência e a educação da equipe do SOS Vida. Nunca me
ligaram para desmarcar uma remoção”, afirma Elza.
Ampliação – Criado para substituir o antigo SOS Social – que foi
recebido pela atual administração com apenas um veículo de remoção em
condições precárias, uma média de 200 remoções por mês, e com o quadro
de pessoal reduzido a 20 servidores –, o SOS Vida foi implantado com
uma estrutura inicial de 6 ambulâncias e quatro vans, e uma equipe de
68 servidores, entre técnicos de enfermagem, condutores socorristas,
assistentes sociais, administrativos e auxiliares de serviços gerais.
No primeiro semestre do ano passado, a frota de veículos foi ampliada
para 10 ambulâncias e oito vans. Mais 38 servidores passaram a
integrar a equipe de atendimento.
Inicialmente concentrado no Complexo Assistencial Tarumã, no bairro da
Praça 14, o SOS Vida teve iniciado, em 2011, o processo de
descentralização do serviço, com o objetivo de facilitar a logística
de remoção dos pacientes cadastrados no programa. Em março, foi
inaugurada uma base de atendimento no bairro da Alvorada II, zona
Oeste. Em novembro, foi a vez da base do Aleixo, na zona Centro-Sul.
Atendimento – A solicitação dos serviços do SOS Vida deve ser feita
sempre com antecedência, pois não se trata de atendimento de urgência
ou de emergência, explica a gerente do programa, Cristina Teixeira. A
partir da solicitação do transporte, uma equipe de Serviço Social e de
Psicologia faz a visita domiciliar para avaliar as condições
socioeconômicas e físicas do paciente e verificar se ele se enquadra
no público-alvo do programa. “O paciente será cadastrado e sempre que
necessitar da remoção para se submeter a tratamentos, exames de saúde
ou até passar por consultas de perícia médica, poderá contar com o
serviço de remoção oferecido pela Prefeitura”, acrescenta.
Para facilitar o acesso ao SOS Vida, a Semsa disponibiliza o telefone
0800-092-0192, que permite a realização de ligações gratuitas para
quem precisar obter informações e solicitar cadastramento no serviço.
Inicialmente, as chamadas só podiam ser feitas para o telefone
3637-7777, que permanece funcionando.


