Sessão Especial celebra Dia Nacional da Consciência Negra
21/11/2016 15h21

Em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado ontem, 20 de novembro, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas realizou, nesta segunda-feira, 21, uma Sessão Especial no plenário da Aleam para celebrar a data. A solenidade foi proposta pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado José Ricardo, juntamente com o deputado Luiz Castro e a deputada Alessandra Campêlo.
Na sessão Especial foram homenageadas as entidades que atuam na promoção da igualdade racial. Uma placa de homenagem foi entregue ao Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Castriani e certificados foram entregues à Mãe Raimunda Guimarães Viegas (in memorian) representada por Manoel da Vera Cruz Guimarães; professora Clara de Moraes Campos; Instituto Cultural Ajuri (INCA), União de Negros e Negras pela Igualdade, Fórum de Mulheres Afro-Ameríndias e Caribenhas e o Fórum Permanente de Afrodescendentes do Amazonas (Fopaam).
Durante o uso da palavra os participantes abordaram alguns aspectos que ainda precisam ser enfrentados pela população afrodescendente como a intolerância religiosa, a discriminação racial, a violência e a desvalorização da cultura negra.
Para o subsecretário em exercício da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Felipe Abrahim, o dia de hoje foi para expor o que toda a sociedade tem feito em prol do trabalho com a população negra.
“A Semmasdh é um dos atores, através do Departamento de Direitos Humanos. Nós disponibilizamos o Disque Direitos Humanos (0800 092 6644) e o Disque Denúncia (0800 092 1407) para catalogar e articular com a rede as denúncias com relação não só ao racismo, mas também a qualquer direito violado das minorias. Temos também o projeto Educar, do Direitos Humanos, com palestras multidisciplinares. Só através da educação nós conseguiremos diminuir essa ignorância que é o racismo e preconceito”, afirmou.
O dia 20 de novembro foi escolhido em homenagem a morte de Zumbi, o líder do Quilombo dos Palmares, lugar que serviu de refúgio para aproximadamente 20 mil escravos. A celebração da Consciência Negra é uma forma de fazer memória, para que o povo brasileiro não repita a brutalidade com que os negros foram tratados durante a colonização do Brasil, marginalizados da sociedade.
Texto: Anne Guedes
Fotos: Karla Vieira / Semcom
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh): 3215-4616


