Semulsp orienta população como tratar do seu lixo
07/10/2011 18h48
O contato “Fale Conosco” do site da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) e o serviço de disque-limpeza (0800 092 6356) recebem uma média de 150 pedidos por mês, sendo que cerca de 5% deles têm origem em reclamações quanto ao recolhimento de restos de poda e jardinagem e de entulho de construção civil.
As pessoas geralmente reclamam que colocaram todo o lixo na rua “mas os lixeiros se recusaram a levar”, ou “pediram um guaraná para retirar o lixo”. Esse cenário é perturbador e a Secretaria tem interesse em que todos os cidadãos aprendam como resolver esses dois problemas simples e evitem incorrer no crime de corrupção.
A situação é bem simples e fácil de resolver. Quando o poder público fechou contrato com empresas privadas para coleta de lixo, o texto legal define que se trata de “lixo domiciliar”, ou seja, aquilo que uma família produz normalmente no seu consumo diário de alimentos ou produtos de limpeza. Geralmente restos de embalagens, de comida, de papeis, de sanitários, etc.
Nesse lixo domiciliar não estão incluídos galhos de árvores (às vezes a árvore inteira!), folhas de coqueiro ou palmeiras, folhas de jardim, restos de poda da grama, e restos de capinação de quintal.
Também não fazem parte do contrato das empresas coletoras de resíduos domiciliares, os entulhos de construção civil, ou seja, areia, pedregulho, madeira, ferro, concreto, tintas, etc…
Então, quando cada morador coloca na rua materiais que os lixeiros sabem que não devem levar, pois são orientados assim nas empresas em que trabalham, eles estão sujeitos a receber um “não”. E os lixeiros estão certos.
Porém, há quem insista e ofereça dinheiro vivo ou presentes (“merenda”) para os trabalhadores da coleta e acabam se tornando parte de um crime chamado corrupção. Se há corrompidos, é porque há corruptores.
Para evitar esse quadro, cada cidadão pode adotar atitudes simples. Basta entender que ele também é responsável pelo descarte dos resíduos que está gerando, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).
Então, no caso de produzir entulhos de construção civil, o proprietário do imóvel em obras deve contratar empresas especializadas em disque-entulho. Só elas têm autorização para atuar na cidade e fazer o descarte do material em locais onde ainda podem ser reaproveitados. É preciso desembolsar recursos, mas esse é o caminho certo.
No caso dos galhos e folhas, a própria Semulsp pode fazer o recolhimento, mas é preciso tomar algumas atitudes antecipadamente. A primeira delas é ensacar devidamente, todos os resíduos. Muita gente joga os galhos na calçada e até no meio da rua. Esse método errado pode acabar entupindo bueiros, caindo nos igarapés e sujando a casa de vizinhos. Então, é preciso ensacar. Se o resíduo for grande – um tronco, por exemplo – ele deve cortar, reduzir. A pessoa que corta uma árvore, provavelmente tem equipamentos para fatiá-la também. Aí é só ensacar.
A segunda medida é ligar para o disque-limpeza da Semulsp, um telefone gratuito, que funciona 24 horas por dia durante sete dias na semana e atende ligações de fixos e celulares e comunicar que precisa do serviço para recolhimento da poda.
A Semulsp tem 18 caminhões-caçamba que fazem pelo menos 36 viagens por dia para coletar esses resíduos. Não é o carro coletor de lixo que retira a poda. São as caçambas da Semulsp.
Com apenas essas duas atitudes, todos os cidadãos podem evitar o crime de corrupção, o desembolso de recursos e ainda contribuem para manter a cidade limpa.
Vale lembrar que isso não se aplica a móveis, eletrodomésticos ou geladeiras e fogões. Esse tipo de material a Semulsp retira sempre que realiza os mutirões de limpeza nos bairros, pelo menos uma vez por ano.
Três comportamentos diferentes
Três dos 150 e-mails e telefonemas recebidos pela Semulsp demonstram bem o comportamento da população em relação a essa prática. O senhor Erivan escreveu: “tenho árvores no meu quintal (coqueiros) e costumo podá-las, ensacar e colocar para coleta, esse procedimento é correto?”. Ele está preocupado em fazer a coisa certa.
Já o senhor Luiz Carlos escreveu: “Se dou propina, eles não fazem nem cara feia vão logo pegando, mas quando exigimos um direito nosso, não somos atendidos. Quero informar que se fizer necessário vou a imprensa mais primeiramente vou ao Gabinete do Excelentíssimo Prefeito”. Ele assume que paga, reclama, mas não buscou a forma correta de evitar isso.
Por fim, os próprios vizinhos acabam denunciando porque o número de pessoas que já estão conscientes de suas obrigações é cada vez maior. O senhor Luciano escreveu: “Vocês poderia ver porque o morador da rua xxxxxxxxxxx, casa 18, insiste em achar que a rua e dele? Eles jogam lixo na calçada!”.
No primeiro caso e segundo casos, os cidadãos foram orientados sobre como proceder, e o lixo foi retirado pelos caminhões caçamba. No terceiro, com o infrator identificado, o fiscal de posturas da Semmas, que está a serviço da Semulsp, pode multá-lo.
Fiscalização e punição
O caminhão de coleta de lixo cujos trabalhadores cobraram propinas pode ser facilmente identificado pela Semulsp. Basta que o morador anote o horário e a rua onde aconteceu e telefone para o disque-limpeza (0800 092 6356). Todos os veículos da coleta domiciliar são monitorados por GPS.
Assim, a equipe é punida pela empresa terceirizada que opera na rota, dentro das relações trabalhistas previstas no contrato entre ela e seus trabalhadores.
Assessoria de Imprensa da Semulsp
Solange Elias
3216-8014


