Semsa capacita profissionais no Progama Saúde na Escola
31/08/2012 14h58
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizou nesta sexta-feira (31), uma oficina, na Escola Municipal Olga Gutman, na comunidade Jesus Me Deu (bairro Colônia Terra Nova), para a “Prevenção da Violência contra Crianças e Adolescentes”. A oficina é a primeira etapa de um projeto-piloto iniciado pelo Distrito de Saúde Norte (Disa Norte), envolvendo o Programa Saúde na Escola (PSE), e que prevê capacitar profissionais de educação e de saúde, além de orientar pais e responsáveis, para o combate à violência.
Neste primeiro momento, a oficina foi direcionada para profissionais da Escola Municipal Olga Gutman, que trabalha com 600 alunos do primeiro ao quinto ano do ensino básico, e da Unidade Básica de Saúde da Família N-46. As duas instituições são vinculadas através do PSE, que tem como uma de suas diretrizes o combate à violência.
O enfermeiro Marcos Figueiredo, responsável pelas Ações de Combate à Violência e Acidentes no Disa Norte, explica que a oficina é uma estratégia para orientar os profissionais sobre a identificação de sinais ou sintomas de violência física, emocional ou sexual, entre crianças e adolescentes, na escola. “A intenção é fazer com que os profissionais fiquem atentos, entre outras coisas, às alterações de comportamento que possam sinalizar que a criança esteja sendo vítimas de algum tipo de violência. A partir daí, vamos orientar para que a escola possa realizar atividades abordando o tema com os estudantes”, informa Marcos Figueiredo.
A oficina contou ainda com a participação da médica Lúcia Alves da Rocha, doutora em Medicina Tropical, que abordou o tema “Aspectos Clínicos da Criança Vitimizada”. Também foi apresentado um guia prático de identificação do perfil da criança vítima de abuso, do perfil do agressor e do perfil da família com crianças vítimas de violência; os mecanismos legais para a denúncia; e foi apresentada a Ficha de Notificação de Violência do Ministério da Saúde. “Uma dica importante de como agir frente à violência é a busca de parcerias, institucionalizando ao máximo a denúncia, envolvendo escolas, unidades de saúde, Conselho Tutelar e demais instituições”, orienta Marcos Figueiredo.
O projeto-piloto prevê também a realização de uma oficina com a participação de pais e responsáveis, marcada para o dia 14 de setembro, com orientações para o cuidado de crianças e adolescentes evitando qualquer tipo de violência. Depois de três meses, será realizado avaliação dos trabalhos para o início da implantação oficial do projeto nas demais escolas do PSE.
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Reportagem: Eurivânia Galúcio


