Semed realiza mesa redonda sobre história e cultura indígena na educação

Por Prefeitura de Manaus

26/07/2013 17h07

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A Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou no auditório da Prefeitura de Municipal de Manaus uma mesa redonda sobre história e cultura indígena na educação. Com o tema ‘Conhecendo e valorizando as identidades étnicas no contexto escolar’, o debate proporcionou aos professores e coordenadores de escolas reflexão acerca do legado deixado pelos povos indígenas, no que tange aos conteúdos que fundamentam as ações pedagógicas em sala de aula.

Na oportunidade, foi exibido o filme  ‘XINGU – A saga dos irmãos Villas-Bôas’, que apresenta a luta pela criação do Parque Nacional do Xingu e a salvação de tribos inteiras numa viagem sem paralelo na história. No Brasil, os povos indígenas têm reconhecidas suas formas próprias de organização social, seus valores simbólicos, tradições, conhecimentos e processos de constituição de saberes e transmissão cultural para as gerações futuras.

Neice de Sena assessora da diversidade da DDZ Oeste, disse que  a realização dessa mesa redonda  é uma proposta pedagógica que servirá de subsídio para os professores trabalharem nas salas de aula  em conformidade com a lei 11.645/2008, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena nas escolas de ensino fundamental. Já a exibição do filme  XINGU vai ajudar na compreensão dos estudantes quanto as causas indígenas.

Todos os gestores das escolas que fazem parte da jurisdição da DDZ Oeste foram convidados a participarem e levarem consigo alunos representando suas escolas.  O convite foi atendido e as escolas municipais Joaquim Gonzaga, Madalena Correia e Aristides Barreto estiveram presente com um grande número de alunos que assistiram o filme  com direito a pipoca e refrigerante.

A programação contou, ainda, com apresentação cultural da Atriz indígena  Adana Kambeba que  atuou como protagonista no Filme, a indígena  interpretou músicas da MPB na língua Tupi Amazônico  e falou ao publico sobre sua atuação no filme.

“Cinema é outro mundo, é algo muito sério. Fiquei muito emocionada em representar o Amazonas. Nós, índios, podemos e temos condições de ter autonomia. Sou indígena e posso ser quem você é, sem deixar de ser eu mesma”. A indígena, que recebeu o nome de registro, Daniele Soprano é acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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