Primeiros visitantes conheceram o Mercadão ainda durante a noite

Por Prefeitura de Manaus

24/10/2013 12h07

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Quando o prefeito Arthur Virgílio Neto descerrou a placa de reinauguração do Mercado Adolpho Lisboa, às 21h08 desta quarta-feira, os primeiros visitantes fizeram fila para entrar no histórico prédio. Eram pessoas empolgadas para ver o Mercadão depois de quase uma década fechado. As primeiras pessoas que puderam ver como ficou o local se mostraram encantados com a restauração e destacaram que os retorques modernos misturados com os detalhes antigos deixaram o mercado ainda mais bonito.

A aposentada Julieta Fadul Sobreira, 75, acompanhada da irmã, do filho, nora e do cunhado, foi uma das milhares de pessoas que foi conferir como ficou a obra. Ele curzou o protão de entrada às 21h30 e disse que frequentava o Adopho Lisboa, junto com a irmã Janice Fadul, 68, deste os 8 anos.

“Nós morávamos aqui perto e tínhamos a tradição de todos os domingos, depois da missa, acompanhar nossos pais aqui no Mercadão. Vínhamos tomar a tradicional sopa e em seguida comprávamos nossas frutas, verduras. Tudo fresquinho”, relembrou.

Momentos inesquecíveis também foram relembrados pelo autônomo Luiz Roberto Viana Pereira, 34. Ele levou o filho Luiz Ricardo, de apenas 2 anos, e a esposa Francimar Feitosa, 26, e recontou a eles que havia entrado no Mercado pela primeira vez, quando tinha 10 anos. Ele se encantou com a obra de restauro e destacou que a inserção de retorques modernos deixou o Adolpho Lisboa ainda mais bonito.

“Eu fiz questão de participar junto com a minha família deste momento histórico da nossa cidade, que também faz parte da nossa história de vida. E amanhã, (hoje) faço questão de estar de volta aqui bem cedo para tomarmos o café da manhã, assim como eu fazia com meu pai” prometeu.

Quem também participou da festa foi o militar reformado Wellington Monteiro Maquiné, 64, junto da esposa Cleide de Souza Maquiné, 64. Com olhos atentos, ele observou cada detalhe e também as mudanças realizadas. Ele destacou que também junto com o pai, eram  frequentadores assíduos do Pavilhão da Tartaruga, que hoje, já foi extinto. A aposentado aproveitou para fazer um apelo e pedir para todos ajudem na conservação do Mercado.

“Nós ficamos tanto tempo sem esse mercado e espero que continue assim por muitos anos. Isso só não depende de mim. Depende de todos nos”, destacou.

O aposentado Alessandro Moura, 32, não foi ao Marcado somente para levar a filha Lorena da Silva, 10, para ver o resultado da restauração. Ele aproveitou, também, para comprar um acessório indígena. “Vou guardar como lembrança desse momento histórico e tão importante para a nossa cidade. Quando olha para esse acessório, vou lembrar que também participei da reinauguração”, enfatizou.

Durante o restante da semana, os permissionários ainda estarão organizando os boxes dentro do Mercadão, mas o local já pode ser frequentado todos os dias.

Texto: Carla Albuquerque
Fotos: Tácio Melo e Altemar Alcântara/ Semcom