Prefeitura tira mais de 3 mil toneladas de lixo de igarapés

Por Prefeitura de Manaus

06/07/2011 18h05

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Balanço da limpeza de igarapés de Manaus, nos primeiros seis meses deste ano, indica que a Prefeitura de Manaus retirou nada menos que 3,8 mil toneladas de resíduos sólidos dos principais canais que cortam a cidade, numa média de 20 toneladas por dia. A atividade, executada pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), foi reforçada no início da cheia deste ano e – no final de seis meses – a quantidade de lixo retirada é suficiente para encher cerca de 330 caminhões caçamba, com capacidade para 12 toneladas, aproximadamente. Esse total representa um aumento de cerca de 35% em relação ao ano de 2010, quando foram recolhidas 2,8 mil toneladas, em média.

De acordo com o secretário da Semulsp, José Aparecido dos Santos, essa diferença aconteceu em função do aumento do contingente de trabalhadores atuando na limpeza dos igarapés. “Em 2010, a Prefeitura atuava com 30 trabalhadores na equipe. Em 2011, a entrada de empresa terceirizada ampliou esse número para 100 profissionais, só nesse segmento, o que tornou mais eficiente a operação de limpeza e a área coberta por ela”, explicou o secretário.

A programação de limpeza da Semulsp inclui atendimento a quatro igarapés por dia, porém, na época da cheia os trabalhos foram concentrados nas áreas onde ocorrem mais situações de alagamento das casas, como os igarapés da Glória, São Raimundo, Mestre Chico, do Franco e do 40. “Quando estamos na cheia, a retirada dos resíduos se torna mais fácil que na vazante, porém a quantidade é maior”, revela José Aparecido. “Concentramos esforços durante a cheia, para que nos anos seguintes o impacto do lixo nas casas dos ribeirinhos seja menor a cada ano. Trabalhamos assim em 2009, 2010 e 2011. Na vazante também tiramos lixo, mas é muito mais complicado e, em alguns lugares, inviável”, completou o secretário.

Conscientização

A colaboração da população na redução do descarte de resíduos sólidos nas águas dos igarapés é alvo de várias campanhas educativas e de conscientização, desenvolvidas tanto pela Semulsp quanto pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmas).

A Semulsp trabalha por meio da Comissão Especial de Orientação da Política de Limpeza Pública (Cedolp), criada sob orientação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cujos integrantes vão, de casa em casa, nos igarapés, conversar com os moradores para ensiná-los tanto o descarte correto quanto os danos que o lixo pode causar. O trabalho é diário.

Essa mesma comissão é responsável por organizar palestras e aulas em órgãos públicos – principalmente escolas – hotéis, condomínios, conjuntos habitacionais etc, para demonstrar a importância da coleta seletiva e reduzir a quantidade de plástico, vidro, papel/papelão e metal que são jogados no meio ambiente, quando poderiam ser reaproveitados.

Na maioria dos casos, os objetos retirados dos igarapés são de difícil decomposição: pneus demoram 600 anos; garrafas plásticas 400 anos; isopor, 80 anos; latas de alumínio não se decompõem, sacos plásticos e garrafas de vidro não têm tempo determinado.

Destino final

Todo o material que é retirado dos igarapés de Manaus é encaminhado para o aterro controlado. Esses resíduos não podem ser reaproveitados porque estão contaminados pelas águas servidas que são despejadas pelos moradores das áreas alagadas. “Não há como colocar catadores selecionando plástico ou o outros objetos, porque não colocaremos a saúde das pessoas sob risco”, aponta o secretário José Aparecido dos Santos.

Os resíduos são recolhidos por embarcações de pequeno porte (botes nos pontos mais estreitos dos canais), dragas e por duas balsas que transportam todo o material recolhido para uma área por trás do bairro de São Raimundo onde todo o lixo recolhido é colocado em caminhões caçambas e transportado para o aterro sanitário.

Assessoria de Imprensa da  Semulsp

Solange Elias