Prefeitura terá 10 Unidades de Saúde Sentinelas para monitorar casos suspeitos de Cólera

Por Prefeitura de Manaus

28/03/2014 18h29

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A Prefeitura de Manaus colocará, a partir deste sábado, 29, as dez unidades de saúde com horário ampliado funcionando como sentinelas para o monitoramento de casos de diarreia diante da ameaça da entrada do vibrião colérico no Amazonas. Todas as pessoas que apresentarem diarreia terão prioridade no atendimento e os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) estão sendo orientados a priorizar a detecção da cólera, já que o agente transmissor foi encontrado em águas do Rio Madeira, em Rondônia, que tem dois casos suspeitos da doença em Jacy-Paraná, a 90 quilômetros de Porto Velho.

 

“Desde as pessoas que trabalham na recepção das unidades de Saúde até os médicos, todos estarão em alerta para apurar se o vibrião colérico está nas fezes dos pacientes com diarreia. Teremos equipes para identificar onde as pessoas estiveram nos últimos sete dias, como em Rondônia. A Semsa não medirá esforços para evitar que a cólera chegue a Manaus. Nosso secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, era secretário municipal de Saúde há 22 anos quando o prefeito Arthur Neto foi prefeito pela primeira vez e a cólera chegou à capital do Amazonas. Eles souberam controlar a doença em Manaus, então têm experiência de como lidar com a possível chegada da cólera na cidade”, disse a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Angélica Tavares.

 

A cólera é uma infecção do intestino delgado que provoca grande quantidade de diarreia aquosa. É causada pela bactéria Vibrião colérico (Vibrio cholerae). A bactéria libera uma toxina que provoca maior liberação de água das células nos intestinos o que produz diarreia grave. A transmissão da doença ocorre em locais com onde há enchentes e aglomeração de pessoas e existe em países como a África, Ásia, Índia, México, América do Sul e Central.

 

A transmissão da cólera é fecal-oral, ou seja, se dá através da água e de alimentos contaminados pelas fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas, sejam elas sintomáticas ou não. Já foram registrados casos em que peixes, frutos do mar, como ostras e mexilhões, crus ou mal cozidos, e gelo fabricado com água não tratada foram veículos de transmissão da doença. A enfermidade é de notificação compulsória às autoridades de saúde.

 

“Entre os fatores de risco estão a exposição à água contaminada ou não tratada, viver ou viajar para áreas em que haja cólera. Por isso, vamos fazer trabalho de educação em Saúde e distribuição de Hipoclorito de Sódio, além da hidratação imediata das pessoas com diarreias que chegarem a nossas unidades de Saúde”, destacou Angélica, acrescentando que quem estiver com diarreia deve procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para avaliação.

 

Prevenção e sintomas

O principal sintoma é a diarreia volumosa, que começa de repente, acompanhada por vômitos, mas raramente por febre e dores abdominais. As fezes são líquidas, acinzentadas, com odor fétido e sem sinais de sangue ou pus. Em questão de poucas horas, a perda excessiva de água e de sais minerais nas evacuações pode resultar em desidratação grave, baixa expressiva da pressão arterial, insuficiência renal e coma, que pode levar à morte.

 

Diagnóstico

Os sintomas clínicos e exames laboratoriais de cultura de fezes para identificar a presença do vibrião são elementos essenciais para o diagnóstico da cólera, por isso todos os quatro laboratórios da Semsa priorizarão o exame da cólera.  “É sempre importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outros tipos de diarreia para identificar e isolar o vibrião colérico”, disse Angélica Tavares.

 

Tratamento

A reidratação é a medida terapêutica mais importante no tratamento da cólera. Ela pode ser feita por via oral com soro caseiro ou com soluções farmacológicas reidratantes. Medicamentos antidiarreicos, antiespasmódicos e à base de cortisona são contraindicados no tratamento da cólera. Embora o uso de alguns antibióticos possa ser preconizado para o controle da doença, eles só devem ser introduzidos sob orientação médica, a fim de evitar que o vibrião adquira resistência contra eles.

 

Recomendações

Lavar constantemente as mãos com água e sabão, evitar ingerir alimentos crus ou mal cozidos, se não tiver certeza sobre sua origem e formas de preparo, usar hipoclorito de sódio para purificar a água que não foi devidamente tratada, manter limpos todos os utensílios usados na mesa e na cozinha; mergulhar verduras, legumes e frutas na água com algumas gotas de hipoclorito ou uma colher de água sanitária antes de consumi-los; não consumir alimentos de procedência duvidosa.

 

Segue abaixo, a relação das dez Unidades de Saúde de horário ampliado, que funcionam de segunda a sexta, das 7h às 21h, e aos sábados, das 7h às 13h.

 

DISTRITO DE SAÚDE NORTE

USA Balbina Mestrinho – Rua 17, nº 170, Núcleo II, Cidade Nova I USA Sálvio Belota – Rua das Samambaias, nº 786, Santa Etelvina UBS Áugias Gadelha – Rua A, nº 15, Cidade Nova I

 

DISTRITO DE SAÚDE LESTE

UBS Amazonas Palhano – Rua Antônio Matias, s/nº, São José II.

USA Alfredo Campos – Rua André Araújo, s/nº, Zumbi II UBS Leonor Brilhante – Av. Autaz Mirim, s/nº, Tancredo Neves

 

DISTRITO DE SAÚDE SUL

UBS Dr. José Rayol dos Santos – Av. Constantino Nery, s/n, Chapada UBS Morro da Liberdade – Rua São Benedito, s/n. Morro da Liberdade

 

DISTRITO DE SAÚDE OESTE

UBS Leonor de Freitas – Avenida Brasil, s/nº, Compensa II.

UBS Deodato de Miranda Leão – Av. Presidente Dutra, s/nº, Glória

 

Departamento de Comunicação – SEMSA

Reportagem: Cláudia Barbosa

(92) 3236-8315

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