Prefeitura realiza curso para motoristas e cobradores
03/07/2012 10h10
A Prefeitura de Manaus, através da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos, SMTU, realiza até sexta-feira (06) o curso Qualidade no Atendimento às Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, voltado para motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo de Manaus. Cerca de 50 funcionários das empresas de ônibus estão participando do curso, todos com algum tipo de ocorrência junto à SMTU.
A iniciativa, além de aulas teóricas vai mostrar como oferecer um atendimento diferenciado e com isso, tentando diminuir o número de reclamações de usuários de ônibus sobre o mau atendimento prestado por alguns operadores do sistema. “Nós queremos mostrar a eles que, mudanças de comportamento podem resultar em ações positivas. Esperamos que, com isso, os passageiros fiquem mais satisfeitos com o serviço prestado”, explica a responsável pelo Setor de Educação da SMTU, Keily Brasil. Além da teoria, os participantes terão aula prática, no formato de vivência, na qual terão os movimentos limitados para que possam compreender as dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência.
Pelas ruas, usuários do transporte coletivo aprovaram a iniciativa. De acordo com a dona de casa Madalena Arruda, falta respeito no trato com os passageiros. “Eles (os motoristas) são mal educados e, muitas vezes, quando veem que é um idoso fazendo parada, eles vão embora. Precisa haver um pouco mais de sensibilidade e algumas atitudes simples como dar um bom dia, boa tarde e boa noite fazem a diferença”, disse. O professor Lucas Arruda, que é deficiente visual, compartilha a opinião da mãe. “Eles não sabem como agir com um deficiente. Não entendem que precisam ter um pouco mais de paciência, pois nem tudo é tão simples. Para alguém que não enxerga, por exemplo, subir os degraus e conseguir um lugar para sentar é travar uma verdadeira luta”, justifica.
E não são apenas os passageiros que reclamam. Motoristas e cobradores também afirmam ser maltratados por usuários. “Um caso que sempre acontece é do passageiro, portador de deficiência, não querer mostrar a identificação de passe livre. É uma exigência da empresa que eu cobre o documento. Então, não posso simplesmente deixar passar. Até porque se eu for flagrado pelo fiscal, quem paga o prejuízo da empresa sou eu”, conta o motorista Alonso Batista.
REPORTAGEM: LEONARDO FIERRO


