Prefeitura promove encontro intersetorial para orientar famílias sobre os riscos de trabalho infantil

Por Prefeitura de Manaus

11/10/2014 9h21

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Orientar famílias de crianças e adolescentes encontrados nas esquinas e semáforos da cidade atuando como malabares sobre os riscos a que estão sujeitos foi o principal objetivo do Encontro Intersetorial do Programa de erradicação do Trabalho Infantil (PETI), realizado na tarde de sexta-feira, dia 10, na Colônia Antônio Aleixo, zona Leste da cidade.

A iniciativa do PETI e do Serviço Especializado de Abordagem Social da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) da Prefeitura de Manaus contou com o apoio do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FEPETI) e participação de representantes de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) da Semasdh,  Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego, Conselheiros Tutelares, organizações da sociedade civil, escolas estaduais e municipais e unidades de saúde do bairro.

Segundo a coordenadora do PETI da Semasdh, Iracilda Nascimento, o encontro foi resultado de discussões entre todos os entes envolvidos no combate ao trabalho infantil após identificação pelas equipes da secretaria que a maioria das crianças e adolescentes encontrados pedindo esmolas e se apresentando com limões e malabares nas ruas da capital são moradores do bairro Colina Antônio Aleixo. “Visitamos pessoalmente cada uma das famílias identificadas e as convidamos para este encontro. Foi uma rodada de conversas, em que as entidades apresentaram sua atuação no combate ao trabalho infantil e os riscos a que as crianças estão envolvidas”, disse. Ela destacou também a importância de se conhecer as necessidades dessas famílias. “Ouvimos seus problemas e conhecemos sua realidade para podermos, cada qual na sua área de atuação, promover e incentivar políticas publicas que possam atender a estas famílias que se encontram vulneráveis. Cada uma delas continuará sendo acompanhada pela Semasdh e faremos outros encontros como esse”, concluiu.

Uma das pessoas convidadas a participar do encontro foi a dona de casa Leopoldina Lima da Silva, cujo filho de 16 anos foi encontrado pelas equipes da Semasdh em suas abordagens. “Gostei muito do que foi apresentado aqui, inclusive dos projetos que meu filho pode participar para que não volte aos sinais, correndo riscos. Tudo que eu quero é que ele possa estudar e ter um futuro. Quero que ele vença na vida de maneira honesta, com os resultados de seu estudo e de seu trabalho, e esse encontro me abriu os olhos pra isso”, afirmou.