Prefeitura planeja intensificar programas de inclusão
22/03/2013 17h24
A Prefeitura de Manaus divulgou, na manhã desta sexta-feira (22), que planeja intensificar as ações de inclusão social dentro da rede municipal de educação. O anúncio foi feito pela secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Goreth Garcia Ribeiro, durante a sessão especial da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado no dia 21 de março.
Segundo a secretária, a meta é intensificar algumas atividades já realizadas pela Prefeitura, como as aulas em braile e a inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular.
“Já conversamos com o secretário de Educação, Pauderney Avelino, no sentido de organizarmos palestras e cursos, inclusive com especialistas de fora, para preparar não só os professores, mas também as merendeiras e os próprios alunos, para melhor receber os alunos com algum tipo de necessidade especial”, explicou Goreth.
A sessão especial foi proposta pelo deputado estadual Marcelo Ramos para ampliar o debate sobre a criação de políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência, sejam físicas ou intelectuais. Representantes de entidades públicas e privadas ligadas ao assunto estiveram presentes e destacaram que ainda hoje o preconceito é o maior inimigo da inclusão social.
“Quando se tem um filho normal se faz por ele as mesmas coisas que se faz por um filho com Síndrome de Down. É preciso dedicar-lhe cuidado, levá-lo a escola, inserir em atividades esportivas, a problemática da questão é vencer a discriminação. Na Associação dizemos aos pais que não devem se assustar com a informação que terão um filho Down, porque serão filhos normais com um cromossomo a mais”, defendeu Omar Maia, presidente da Associação de Pais e Amigos do Down no Amazonas (Apadam).
De acordo com dados da própria Apadam, atualmente, existem 300 mil pessoas com Síndrome de Down em todo país. Para cada 800 nascimentos, um bebê é portador da síndrome, aproximadamente, oito mil novos casos a cada ano.


