Prefeitura já retirou mais de 3 mil toneladas de lixo de igarapés

Por Prefeitura de Manaus

26/06/2012 16h27

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Há 45 dias, quem passa pelas avenidas próximas aos igarapés da cidade, como o do Franco, São Jorge e Mindú assiste a mesma cena: garis da Prefeitura de Manaus retirando uma grande quantidade de lixo despejada nas águas.

Por dia, são 55 toneladas de diversos materiais como garrafas de PET, sacolas plásticas, latas de alumínio, isopor entre outros. Em alguns pontos, o lixo chegou a formar uma camada compacta que permite que os garis caminhem tranquilamente sobre ela. Para atender a demanda, o número de garis aumentou de 80 para 300, desde o início da operação SOS Enchente, no dia 08 de maio. A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) precisou dobrar o número de equipamentos para realizar a limpeza. Agora são quatro rebocadores, quatro balsas e quatro escavadeiras hidráulicas.

Com isso, os gastos também foram majorados. De R$ 500 mil/mês para R$ 1,6 milhão de reais mensais.

O subsecretário de Limpeza, Túlio Kniphoff, explica que a ação só voltará à normalidade quando a cidade não estiver mais em situação de emergência. “Estamos acompanhando a descida das águas e calculamos que este trabalho deva ser realizado até o início de agosto, quando voltaremos a trabalhar com o efetivo normal. Algumas coisas terão que ser adaptadas para o dia a dia, como a colocação de redes, em pontos estratégicos, para que o lixo fique represado. Dessa forma, facilita o trabalho de recolhimento”, afirmou.

O recorde de quantidade retirada em um único local, foi no Igarapé do 40 (avenida Silves, Cachoerinha, zona Sul), no último sábado (23) quando, depois da forte chuva, muito lixo foi arrastado para a ponte. Somando toda a semana, só nesse canal, foram 176 toneladas.

Além dos igarapés, comunidades do Tarumã também recebem o apoio das equipes de limpeza pública. Com a ajuda dos comunitários, o lixo é amontoado para ser recolhido pelas balsas.

PETs vão ser entregues à catadores

Durante a retirada do lixo, as garrafas de PET são imediatamente separadas para que possam ser recicladas. Até esta terça feira (26), a Semulsp havia separado cinco toneladas, apenas de garrafas. Todo o material será doado a associações e cooperativas de catadores de resíduos recicláveis. Após o processo de limpeza e beneficiamento, o plástico será transformado nas novas telhas usadas nas paradas de ônibus.