Prefeitura apresenta novas áreas protegidas

Por Prefeitura de Manaus

06/06/2012 10h55

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) apresentou na tarde desta terça-feira (5), em solenidade no auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), as cinco novas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) criadas pela Prefeitura de Manaus, aumentando o raio de áreas protegidas da cidade, que ainda possuem fragmentos florestais significativos. A estimtiva é de que nas novas APAs existam pelo menos 5 milhões de árvores que agora contam com um instrumento a mais de proteção. As novas  áreas protegidas são as APAs Adolpho Ducke, Ufam (formada pelos fragmentos florestais do conjunto Acariquara, Eliza Miranda, Parque Lagoa do Japiim e Inpa), Parque Ponta Negra, Parque Linear do Bindá e Parque Linear do Gigante. O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, abriu a solenidade assinando o projeto básico para contratação de consultoria para elaboração dos planos de manejo das novas APAs, criadas em 27 de março de 2012.

No total, as novas áreas protegidas somam quase 20 mil hectares. O secretário Marcelo Dutra esclareceu que a criação das APAs, ao contrário do que alguns segmentos imaginam, não retira a titularidade da terra, ou repassa-a ao município. Ao contrário, essas áreas institucionais, que não tinham a proteção de um instrumento legal, passam agora a ter com o decreto municipal. “Na prática, significa dizer que instituições, como Inpa e Ufam,  passam a ter um parceiro a mais na proteção das suas áreas”, explicou Marcelo Dutra.

A chefe da Divisão de Áreas Protegidas da Semmas, Socorro Monteiro, lembrou que a criação das APAs situada nas diferentes zonas da cidade faz com que a qualidade ambiental esteja presente em toda a cidade.  Segundo ela, o plano de manejo é a etapa seguinte à implementação das novas áreas. “O plano de manejo é um documento que faz um planejamento para as unidades, com base em diagnósticos e levantamentos feitos nas áreas, e ele deve trazer sugestões sobre como melhorar a interação entre a comunidade, garantir preservação de espécies existentes, entre outras ações, que passam a nortear o poder público municipal. A estimativa é de que o plano leve até em um ano para ficar pronto. Com as novas APAs Manaus passa a ter 54 mil hectares protegidos, somando todas as unidades de conservação (parques, corredores ecológicos, reservas e as APAs).

Cartilhas

O secretário Marcelo Dutra aproveitou a solenidade de lançamento das APAs, que ocorreu no auditório da Reitoria da UEA, para lançar a cartilha “Patrimônio Ambiental de Manaus”, que traz um apanhado de informações sobre todas as áreas de proteção de Manaus. “Essa publicação se torna uma ferramenta importante para que a população da cidade conheça melhor as suas áreas protegidas e possa valorizá-las ainda mais”, ressaltou. Um exemplar da cartilha foi entregue, de forma simbólica para representantes de instituições presentes ao evento. A solenidade foi marcada  ainda pela entrega de certificados de participação às empresas que integram o Projeto Ecovida, da empresa Embrasil, parceira da Prefeitura de Manaus, no Programa Manaus Mais Verde.

A APA Parque Linear do Gigante, criado pelo Decreto nº 1500 de 27 de março de 2012, abrange parte da bacia do igarapé do Gigante e engloba uma área de 155,18 hectares, que apesar de apresentar trechos com Área de Preservação Permanente – APP bastante preservada encontra-se ameaçada pelo crescimento da cidade para aquela zona. Como forma de conservar este curso d’água (totalmente inserido em área urbana) de maneira sustentável a Prefeitura de Manaus, por meio da SEMMAS, aposta no processo de implementação desta unidade, no que diz respeito à inserção da população do entorno em atividades que visem a conservação ambiental da área.

A APA UFAM, criada pelo Decreto nº 1503 de 27 de março de 2012, localizada na zona centro-sul da cidade de Manaus, reúne uma área de 759,15 ha e é formada pelos fragmentos florestais do INPA, UFAM, Parque Lagoa do Japiim e área verde do Conjunto Acariquara. Esta área está cercada por diversos bairros, que têm sua ocupação datada de meados da década de 70 e são provenientes, na sua maioria de ocupações desordenadas. Sendo assim essas áreas desempenham papel fundamental na melhoria da qualidade ambiental do seu entorno, uma vez que esses bairros, originários de ocupações desordenados, não previram áreas para desempenhar esta função. Além do mais, estas áreas servem de abrigo para diversas espécies da fauna e da flora locais. Uma questão importante com a criação desta unidade de conservação é conferir o status de ÁREA PROTEGIDA para a área abrangida pela UFAM, uma vez que, mesmo apresentando uma área representativa de vegetação, não possuía proteção determinada em um instrumento legal.

A APA Adolpho Ducke, criada pelo Decreto nº 1502 de 27 de março de 2012, abrange uma área de 18.240,82 hectares, encontra-se localizada na zona norte da cidade, é uma área estratégica para a conservação da biodiversidade local, pois, além de ser rica em atributos bióticos e abióticos, também serve de ligação natural entre a reserva florestal Ducke e a área florestada do Puraquequara (centro de treinamento do CIGS), potencializando assim os processos ecológicos entre essas duas áreas e permitindo o fluxo gênico entre as espécies. Também, uma questão importante com a criação desta unidade de conservação foi poder conferir o status de ÁREA PROTEGIDA para a área abrangida pela Reserva Ducke, uma vez que, mesmo apresentando uma área representativa de vegetação, não possuía proteção determinada em um instrumento legal

A APA Parque Ponta Negra, criada pelo Decreto nº 1501 de 27 de março de 2012, está localizada na zona oeste de Manaus, numa área de 39,82 hectares, é formada em parte pela APP do Rio Negro, se destaca por ser um local reconhecido pela população Manauara para a prática do lazer aliado à contemplação da natureza, com destaque para o rio Negro.

A APA Parque Linear do Bindá, criada pelo Decreto nº 1499 de 27 de março de 2012, abrande uma área de 5,8 hectares, está localizada na zona centro-sul de Manaus, margeando o igarapé de mesmo nome. Apresenta trechos preservados que permitem a permanência de fauna e flora nativa.