Prefeito quer rever contrato do transporte coletivo

Por Prefeitura de Manaus

08/01/2013 8h30

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O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, aguarda reunião com empresários do sistema de transporte coletivo para discutir as cláusulas que regem o contrato que definem o funcionamento do sistema, entre elas o reajuste da tarifa.

“Já conversei com quase todas as entidades de classes, menos os empresários. Estranhamente, eles não me procuraram. Não sou irrealista. Se sobe o preço de carne, do peixe, do cinema, uma hora tem que subir o preço da tarifa também. Eles não estão tratando com alguém que tenha a mente fechada, que ache que governar bem é não aumentar preço de tarifa. Eu quero o diálogo, não quero medida extrema. Mas vou lutar sempre pra proteger o direito das pessoas que eu governo”, afirmou o prefeito.

De acordo com os empresários, uma das regras do contrato estipula que o reajuste da tarifa deve ser feito no mês de outubro, anualmente. Segundo Arthur Virgílio, se isto é real, o reajuste deveria ter sido dado no governo do ex-prefeito Amazonino Mendes e forçar um aumento no início de gestão é querer agir de má fé. O termo faz referência a mais uma ameaça de paralisação do sistema de transporte coletivo, que ocorreria na manhã desta segunda-feira, 07. Esta é a segunda ameaça que o prefeito enfrenta desde o início do mandato, há uma semana.

Diante dos rumores, Governo do Estado e Polícia Militar foram acionados. Carros guincho e guardas municipais ficaram de prontidão nas garagens e nas principais vias da cidade para impedir a greve.

“Eu penso que devemos conversar de uma maneira muito aberta. Eu quero que uma tarifa, ao ser publicada no jornal, mostre quanto custou o diesel e outros gastos. Que a pessoa entenda o porquê do aumento. Já pedi ao Pedro Carvalho (superintendente da SMTU e Manaustrans) que faça um estudo da tarifa e peço que o Ministério Público fiscalize. Não vejo porque esconder a planilha de custos”, declarou.

O prefeito confirmou a extinção dos terminais da Cachoeirinha, na zona Sul, e da Constantino Nery, no Centro. Segundo estudos, ambos já não atendem de forma satisfatória a demanda dos usuários. O terminal da Matriz deverá ser revitalizado, assim como os terminais da Cidade Nova, na zona Norte, Jorge Teixeira e São José, ambos na zona Leste. Paradas de ônibus e abrigos também serão reformadas. Os projetos já estão concluídos e devem ser colocados em prática em breve, com aceleração das obras após o período chuvoso.

Sobre transporte executivo e alternativo, Arthur afirmou que o caos do transporte coletivo atual favorece esse tipo de modal. A solução passaria pela melhoria no transporte, como renovação da frota, a recuperação de vias, sem esquecer os trabalhadores que hoje vivem desse sistema. “Vamos pensar todas essas questões com calma. O sistema que existe hoje, se a gente extinguisse do dia pra noite, como é que ficaria o transporte de pessoas na situação atual do trânsito e do transporte dito de massa? Não tem condições deles trabalharem em situação ideal”, concluiu Arthur.