Pouca procura na feira provisória da Manaus Moderna faz preço do peixe cair

Por Prefeitura de Manaus

23/05/2012 16h42

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No segundo dia de funcionamento da feira provisória, construída pela prefeitura de Manaus, para atender os permissionários que trabalhavam na feira da Manaus Moderna, no centro da cidade, o que se vê é a pouca procura dos manauenses pelo peixe.

Para tentar reverter essa situação, alguns feirantes estão baixando o preço do pescado e até parcelando a compra no cartão de crédito. O tambaqui sem espinha, que até a semana passada estava sendo vendido a R$25, hoje era encontrado, em algumas bancas, a R$15. Uma redução de 40%. “Muita gente ainda nos procura na outra feira, não sabem que estamos aqui. Como a venda está baixa, estamos reduzindo o preço para atrair o consumidor e com isso, evitar o prejuízo. Aqui na banca ainda vendemos o peixe no cartão de crédito, podendo ser parcelado em até três vezes sem juros. Ontem, um senhor comprou um tambaqui de R$20 e parcelou em duas vezes de dez reais”, conta o feirante Sidney Santana.

Após denúncias veiculadas por um jornal local de que os feirantes estavam tratando o peixe com a água do Rio Negro, o titular da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento, Sempab, Rogério Vasconcelos, foi pessoalmente à feira verificar as condições de higiene do local. “Essa denúncia não tem nem cabimento. Nós temos um caminhão pipa que fica enchendo a caixa d’água, dia e noite, todos os dias. Antes dos permissionários se instalarem na feira, eu conversei com todos eles e orientamos como proceder com a limpeza. Pude verificar que eles estão cumprindo tudo direitinho”, afirmou Rogério.

Na tarde desta quarta feira, 60 feirantes que trabalham com carne começaram a ser transferidos para a feira provisória. Todos os 240 feirantes devem estar no novo local até o fim da próxima semana.

Fiscais retiram vendedores ilegais

Mais uma vez, fiscais da Sempab apreenderam peixes que estavam sendo lavados nas águas poluídas que invadiram a rua Barão do Rio Branco, ao lado do mercado Adolpho Lisboa. Apesar das constantes fiscalizações e apreensões, a prática tem se mostrado corriqueira. “Nós procuramos mostrar aos vendedores ilegais que a atividade irregular pode prejudicar a saúde das pessoas, já que eles lavam o pescado nessa água suja. Mas basta os fiscais virarem as costas que eles voltam. E não temos como ficar todo o tempo apenas nessa área. É importante que a população não compre esse tipo de peixe, pois, com certeza, vai contrair algum tipo de doença”, afirma Rogério.

Feirantes da Panair também vão ser atendidos

Os permissionários que atuam na feira da Panair, na zona sul de Manaus, também vão ser atendidos pela Sempab. De acordo com o presidente do sindicato dos feirantes de Manaus, David Lima, a água já começou a invadir o setor da banana e em alguns pontos há o transbordamento.

Nesse caso, a medida a ser adotada consiste na elevação do piso, em pelo menos, 30 centímetros. “Nós passamos o orçamento para a Secretaria Municipal de Finanças, Semef, e estamos no aguardo da compra das madeiras para elevarmos o piso. O trabalho deve ter início ainda esta semana e em até cinco dias deve estar tudo pronto”, finaliza.

REPORTAGEM: LEONARDO FIERRO