Parque Nascentes do Mindu dá largada à programação em homenagem ao Dia Mundial da Água
20/03/2016 19h54

O Parque Municipal Nascentes do Mindu, na Cidade de Deus já iniciou sua programação de atividades em homenagem ao Dia Mundial da Água, a ser comemorado na próxima terça-feira, 22. Uma manhã de atividades, realizadas na unidade de conservação situada na Cidade de Deus, no sábado, 19, teve como principal foco a importância da conservação das florestas para a manutenção dos recursos hídricos. A programação teve início com uma apresentação especial do poeta Celdo Braga e contou, também, com jogos ambientais, distribuição de mudas e exposição.
O Parque, que abriga as três nascentes do igarapé do Mindu, será o grande homenageado deste ano em razão do aniversário de dez anos de criação da unidade.
Gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o Nascentes do Mindu foi criado por meio do decreto 8.531, de 17 de março de 2006. Tem 16 hectares e um rico acervo de fauna e flora.
Apesar de uma década de existência, a unidade tem desafios gigantescos, como o de proteger as nascentes do risco de degradação e promover o estreitamento da relação com a comunidade. “Atividades como esta são importantes porque ajudam a aproximar a população que vive no entorno a contribuir com a gestão da unidade de conservação, entendendo-a como uma parte importante não só para a vida dos comunitários como também para toda a cidade”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Itamar de Oliveira Mar.
Atualmente, o parque é objeto de estudo desenvolvido por alunos finalistas do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O projeto, intitulado Visões do Mindu, consiste na realização de um diagnóstico do potencial turístico do igarapé, com enfoque sobre os diferentes contextos em que ele está inserido.
No Parque das Nascentes, o igarapé nasce, e em um trecho de aproximadamente 14 metros de trilhas até chegar ao lago formado pelas nascentes, existem diversas espécies de árvores frutíferas nativas, como buriti, açaí, paxiúba, cupuaçu e bacaba, que podem ser atrativo turístico. “As árvores foram identificadas e os alunos trabalharam no desenvolvimento de trilhas interpretativas, especialmente para marcar os dez anos do aniversário do Parque Nascentes do Mindu”, explica a geógrafa Selma Batista, uma das coordenadoras do projeto e integrante do Conselho Consultivo do Parque Nascentes do Mindu.
Comunitários
A comunidade também marcou presença com as atividades práticas com o Grupo Voluntário Sussuarana, especializado em resgate na selva. Formado por 33 integrantes, o grupo percorreu as trilhas do parque com as crianças e realizou demonstrações de técnicas de sobrevivência na floresta. Também marcaram presença, integrantes do Projeto Curupira da Ufam, da Embaixada Mundial dos Ativistas Pela Paz, e do Grupo Ágape de Escoteiros e das Ocas do Conhecimento Ambiental da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Cada grupo, acompanhado pelo secretário Itamar Mar e o poeta Celdo Braga, fez o plantio simbólico de uma muda no parque. Uma exposição de produtos feitos a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos também chamou bastante a atenção dos moradores das comunidades do entorno do parque.
A diarista Ivanete Alves da Silva, 43, que mora na comunidade Santa Bárbara, ficou encantada com os móveis feitos a partir do reaproveitamento de PET. “Aqui na comunidade muita gente joga as garrafas PET no lixo porque não tem ideia do que é possível fazer com elas”, afirmou. Uma oficina de capacitação será oferecida para os moradores por meio da Divisão de Educação Ambiental da Semmas.
Dia Mundial
Na terça-feira, 22, Dia Mundial da Água, o parque receberá das 8h às 11h, alunos das escolas municipais Ivone Maria, Raul Veiga e Álvaro Botelho Maia. Haverá a apresentação da Fanfarra da Escola Estadual Dr. Isaac Swerner, exposição sobre o tratamento da água da Manaus Ambiental, apresentação do grupo Reciclando Garis da Alegria, da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), encerrando com um Abraço Simbólico no parque.
Fotos: Arlesson Sicsú


