Manutenção da faixa de areia na Ponta Negra é antecipada
13/09/2012 14h54
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), interditou, a partir desta quinta-feira (13), a faixa de areia do Parque Ponta Negra para realização de uma manutenção prévia. O prazo de interdição, variável, é de dez dias.
A medida, de acordo com o diretor-presidente do órgão, Manoel Ribeiro, visa dar maior segurança e comodidade à população, dado que, em virtude da baixa do nível rio Negro em 20 centímetros diários, a praia perene amplia sua extensão, levando em consideração a cota do rio, atualmente em 26 metros e a mínima prevista para 12 metros, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Somado a este fator, há também o aumento no contingente de pessoas que frequentam a praia durante a semana, estimado em 5 mil frequentadores. Nos finais de semana, esse número chega a 15 mil.
“Estamos profundamente surpresos com a quantidade de pessoas que passam pela Ponta Negra, por isso, a manutenção, que estava prevista para o final desse mês, está sendo antecipada”, disse Ribeiro, que aproveitou para informar que em função do grande número de frequentadores, até mesmo o número de quiosques aumentará, passando de seis para 12.
Ribeiro afirmou também que nas próximas horas, seis de um total de 60 balsas, irão atracar na Ponta Negra para lançar no rio 1,5 mil metros cúbicos de areia, cada uma. Placas irão sinalizar e isolar a área onde as obras acontecerão.
A Guarda Municipal e a Polícia Militar manterão o local isolado e mais de 50 monitores do Implurb auxiliarão as pessoas que tentarem acessar a praia.
Conscientização
O Gabinete Militar da Prefeitura vai treinar, em parceria com o Corpo de Bombeiros, 50 homens para ajudar no salvamento de vítimas de afogamento. A mesma atenção, afirma o diretor-presidente, será dada à estrutura montada para ambas as equipes e também a Polícia Militar.
“Mas lembramos: de nada valerá se a população não ajudar a si mesmo, evitando ingerir bebida ou droga e depois entrando na água. Toda droga compromete a coordenação motora”, frisou.
Ele lembrou que depois da entrega da segunda fase do complexo, a área para uso dos banhistas irá praticamente triplicar, o que tornará impossível a missão de salvaguardar a vida de milhares de pessoas ao mesmo tempo.
Outro pedido feito aos frequentadores é em relação à manutenção do patrimônio público. Um levantamento feito pela equipe administrativa da Ponta Negra mostrou que de seis chuveiros, quatro foram quebrados; nos banheiros, dois vasos sanitários foram entupidos por jornais e há torneiras de pias danificadas.
Dos cestos de lixo, todas as tampas foram arrancadas, ao passo que a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) recolhe seis toneladas de lixo por semana.
“A Ponta Negra não é das secretarias, é da população. Quando a população resolve destruí-la, é ela mesma quem perde seu espaço de lazer, porque o dinheiro para reforma vai sair dos cofres podendo ser usado para outros fins e benfeitorias”, finalizou.


