Manaus registra queda de 34,3% no número de casos de Malária
18/09/2012 16h13
De janeiro a agosto deste ano, Manaus registrou queda de 34,3% no número de casos de Malária, na comparação com o mesmo período de 2011. Segundo dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), nos oito primeiros meses deste ano 6.487 casos da doença foram notificados, contra 9.873, de janeiro a agosto do ano anterior.
O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, destaca que a expectativa de uma elevação dos casos da doença associada ao período da vazante, após a cheia histórica dos rios no Estado, acabou não se confirmando, na capital. “Entre outros fatores, atribuímos este resultado positivo à melhoria no processo de busca ativa dos casos de pessoas com sintomas da doença, o que permite agilizar o início do tratamento e contribui para a quebra da cadeia de transmissão da Malária”, afirmou Deodato.
Em todos os meses deste ano, o número de casos registrados manteve-se abaixo das notificações de 2011. As reduções mais expressivas ocorreram em julho (-51,3%) e agosto (-56,1%).
Entre as ações realizadas este ano para o combate à Malária, na capital, o secretário Francisco Deodato destaca, ainda, a distribuição dos mosquiteiros impregnados com inseticida e a intensificação do processo de capacitação dos agentes de endemias e agentes comunitários de saúde que fazem o trabalho de campo, seja na identificação de pessoas com sintomas da doença para encaminhamento ao tratamento, seja nas ações de controle vetorial, como é o caso da borrifação (fumacê) das áreas de risco para a Malária. “Somente este ano já foram realizadas seis capacitações, que alcançaram 450 agentes”, disse o secretário.
A instalação dos mosquiteiros impregnados de longa duração (MILDs, como são mais conhecidos) tem como finalidade evitar o contato das pessoas com o vetor da Malária – o mosquito Anopheles sp. – e, consequentemente, reduzir o número de casos da doença. Os MILDs instalados foram doados à Prefeitura de Manaus pelo Fundo Global de Luta Contra a HIV/Aids, Tuberculose e Malária. O organismo internacional, que mantém parceria com o Ministério da Saúde, também repassou recursos da ordem de R$ 2,5 milhões, para auxiliar na execução do projeto. “Todas as áreas consideradas prioritárias para as ações de combate à Malária, na capital, já receberam esta ação”, informa Deodato.
Mais recentemente, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, a Semsa adquiriu 11 botes e 24 veículos tipo Pick-up, para reforçar a logística de deslocamento das equipes de combate à Malária, na área rural da cidade. Além disso, mais quatro localidades da área rural passaram a contar com laboratórios para coleta e realização do exame de lâmina (gota espessa), utilizado para o diagnóstico da doença. Agora, já são 86 laboratórios funcionando.
A doença – Febre, calafrios, dores de cabeça e pelo corpo, cansaço, palidez e falta de apetite, são alguns dos sintomas da Malária. A doença pode evoluir para quadros mais graves, mas pode ser tratada com sucesso se for detectada precocemente.
Evitar as áreas de risco é a melhor forma de se prevenir contra a doença. Se isso não for possível, é importante que a pessoa evite expor-se a áreas desprotegidas entre o anoitecer e as primeiras horas da manhã, período de maior atividade do mosquito transmissor da Malária, o Anopheles. Usar repelentes no corpo; colocar mosquiteiros ao redor da cama ou da rede; colocar telas nas janelas e portas para dificultar a entrada do mosquito na casa e permitir a borrifação intradomiciliar realizada pelos agentes de endemias são outras medidas recomendadas.
Pessoas que tenham passado pelas áreas de risco da malária devem ficar atentas e, se apresentarem os sintomas da doença, procurar de imediato uma unidade de saúde para a realização do exame de lâmina (gota espessa). Em caso de o resultado ser positivo, é preciso iniciar logo o tratamento e não interrompê-lo. O exame é feito a partir de uma gota de sangue retirada do dedo do paciente e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município.


