Lixo exposto
26/10/2010 21h59
A Prefeitura de Manaus concentrou esforços para realizar a limpeza da praia da Ponta Negra desde a última segunda-feira (25), com a mobilização de 50 garis para recolher o lixo que estava no fundo do rio e ficou exposto no final de semana, quando o nível de água baixou para 13,63 metros, ultrapassando a marca histórica de 1963, que foi de 13,64m.
O serviço de limpeza emergencial deve durar de sete a 10 dias, segundo informou o subsecretário da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), Túlio Kniphoff. Ele avalia que, por conta da seca, a praia aumentou mais de 30 metros em direção à água, toda ela comprometida com o excesso de resíduos sólidos que ficaram acumulados por mais de 40 anos no fundo do rio, abrangendo das proximidades da Escola de Remo até o final do calçadão da Ponta Negra. Conforme vão se aproximando da água, as equipes encontram mais dificuldade de acesso, uma vez que a areia úmida é instável e os servidores afundam com a movimentação.
A estimativa é de retirar 2,7 mil kg/dia de resíduos nessa parte da praia, lixo esse que é composto exclusivamente por garrafas e sacolas plásticas, latinhas de alumínio, vidro e até pneus de caminhão. A prefeitura utiliza ainda uma balsa com capacidade para seis toneladas, botes auxiliares e uma pá carregadeira para a retirada do lixo da orla. “Com a descida histórica do rio, de cada 5 a 10 centímetros de água que desce na vertical, surge uma lâmina horizontal de 2 a 3 metros de lixo de um dia para outro. Isso tudo é lixo pesado e antigo, jogado das embarcações ao longo dos anos e que, agora, está aflorando na praia”, explicou Túlio Kniphoff.
Kniphoff lembra que o serviço de limpeza da orla e igarapés de Manaus é constante, com uma média de retirada de 20 toneladas/mês. A maior dificuldade em manter a limpeza pública nessas áreas é com relação à conscientização de moradores e visitantes. “O resultado visto hoje, na praia da Ponta Negra, representa exatamente o quanto o nosso esforço deve ser voltado para a educação, pois o que se vê aqui é lixo bem antigo. A ideia é ensinar as pessoas a não sujar”, avaliou.


