Implurb vai de acupuntura urbana para corrigir caos
04/01/2013 17h13
Entre as ações dos primeiros 15 dias da nova administração da Prefeitura, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), além de enfrentar os problemas mais visíveis e preementes da capital – prédios lixeiras, construções que avançam para as calçadas e desvios de uso de imóveis no Centro Histórico, para dar exemplo de ordem social –, o órgão vai atuar na desocupação dos passeios públicos, começando por uma grande via, a avenida Djalma Batista, entre o Amazonas Shopping e o Boulevard. As fiscalizações diárias de denúncias de obras irregulares continuam na pauta de prioridades do instituto.
A estratégia, segundo o diretor-presidente do instituto, Roberto Moita, é de promover uma espécie de acupuntura urbana em Manaus. “Uma cidade com os passivos acumulados por pelo menos 50 anos, de cultura da desordem, precisa de movimentos pontuais, em pontos estratégicos, que possam gerar novos estímulos às boas práticas de urbanidade. Falo de acupuntura no sentido de que vamos mexendo aos poucos, ativando áreas da capital, requalificando, buscando uma onda de choque positivo”, fala Moita.
Assim como na terapia milenar chinesa, o objetivo do diretor-presidente é aplicar “agulhas” em certos pontos nevrálgicos da cidade para corrigir desvios e solucionar problemas nos espaços públicos, como as grandes avenidas, que servem de exemplo para a arrumação da capital. “A doença a ser tratada é o caos urbano e a acupuntura urbana, com a desocupação dos passeios públicos, vai melhorar a energia em volta da cidade”, finaliza o presidente do órgão.


