III Conferência Municipal do Meio Ambiente traz oportunidades de negócios
03/06/2013 15h29
A III Conferência Municipal do Meio Ambiente (CMMA), que acontecerá entre os dias 5 e 7 de junho, dará vez e voz ao segmento dos catadores de materiais recicláveis e oferecerá oportunidade de negócios para os representantes dos nove grupos de associações e cooperativas de catadores participantes. O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) em vários pontos da cidade.
Durante três dias da conferência, associações de catadores farão exposição de produtos feitos a partir do reaproveitamento de resíduos. Os estandes foram instalados o hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre os expositores, estarão os representantes dos grupos que integram o Comitê Regional Manaus de Catadores de Materiais Recicláveis, além de empresas que também trabalham com reciclagem.
Um dos grupos que marcará presença é o das catadoras da Associação Reciclar da Vida, situada no Parque Riachuelo 2, no Tarumã. Liderado por seis catadoras, o grupo garantiu a participação na III CMMA para participar das discussões do eixo temático ‘Geração de Emprego e Renda’. Eles ainda vão expor o trabalho de reciclagem feito a partir dos materiais que separam no galpão da associação. O local, inclusive, foi visitado por técnicos da Semmas no ultimo dia 15 de maio. A equipe foi até a sede da entidade para mobilizar os integrantes a participarem do evento.
A associação Reciclar da Vida foi o primeiro dos nove grupos que integram o Comitê Regional Manaus de Catadores de Materiais Recicláveis convidados a participar da III CMMA pela Semmas. Na sequência, o Comitê Regional Manaus de Catadores de Materiais Recicláveis também garantiu presença maciça, em reunião na sede da Cáritas, na conferência.
Renda familiar
A Reciclar da Vida trabalha com plástico, garrafa pet, papelão, embalagens, papel, lona vinílica, malotes de banco, entre outros materiais, por meio dos quais são fabricadas bolsas, sacolas, porta-objetos, entre outros produtos. O galpão da associação, instalado na Rua Caja Mirim, número 117, no Parque Riachuelo 2, é mantido com o que as mulheres arrecadam e foi conseguido com apoio da ONG Nymuendaju, que doou o terreno. O prédio, ainda em construção, começou a ser erguido por meio de financiamento do BNDES. A renda média atual das catadoras da associação é de um salário mínimo por mês.
A presidente da Associação Reciclar da Vida, Eliete Alves do Nascimento, 37, explica que enfrenta dificuldades na viabilização do transporte dos materiais entregues à entidade, o que obriga a entidade a investir a maior parte do que arrecada com o pagamento de frete. Eliete frisou que algumas empresas ainda insistem em não se responsabilizar pelo serviço. Segundo ela, os gastos do frete consomem mais da metade do que a associação arrecada.
“A conferência poderá ser uma oportunidade para discutir essa questão do transporte com o empresariado”, sugeriu a catadora.


