Historiadora faz retrato de Manaus e diz que cidade começa a ser reconstruída

Por Prefeitura de Manaus

23/10/2013 15h12

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A Prefeitura de Manaus promoveu, na noite desta terça-feira, na Academia Amazonense de Letras (AAL), Centro, uma palestra com a historiadora Etelvina Garcia. Durante o encontro, ela debateu com o secretário Municipal do Centro (Semc), Rafael Assayag, a secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Katia Schweickardt, e com o público, sobre a Manaus de ontem, hoje e sempre.

Segundo a historiadora, Manaus foi construída em 40 anos e em outros 40 anos, foi parcialmente destruída. Para ela, não se é possível viver na Manaus de 1882, de 1940 ou 1960, mas sonhar não custa nada e depende dos governos e da população transformar esse sonho em realidade.

A programação segue hoje, a partir das 19h, com a palestra de Geraldo Alves, sobre `Manaus, do encanto do bonde à dureza do mototáxi: sujeito e suas ações.

Etelvina Garcia iniciou a palestra exibindo imagens de 1882, sobre a construção do Mercado Adolpho Lisboa, que será devolvido à população, hoje, depois de oito anos de restauração. A historiadora disse que já havia perdido as esperanças de ver o Mercado Municipal restaurado e reaberto. Ela destacou o trabalho do prefeito Arthur Virgílio e frisou que Manaus terá de volta um grande símbolo de sua história. “Realmente, é um grande resgate de nossa história e temos que parabenizar o nosso prefeito Arthur por fazer, em tão pouco tempo, o que os governantes anteriores não fizeram”, destacou.

Não foram somente as imagens do Mercado Adolpho Lisboa que comoveram os participantes. O secretário Municipal do Centro (SEMC), Rafael Assayag, se mostrou perplexo ao ver fotografias da Manaus antiga e do Centro Histórico. A historiadora destacou a importância do desenvolvimento de um trabalho de revitalização do espaço para que as famílias possam voltar a te prazer de levar seus filhos para passear.

Para o secretário com a reinauguração do Mercado, a prefeitura inicia os projetos de reconstrução. ‘’Não podemos devolver o Centro como ele era, mas podemos mudar muita coisa e é isso que estamos fazendo e vamos continuar a fazer. A tarefa não será fácil, mas em breve sentiremos prazer em andar por aqui’’, afirmou.

Durante a palestra, Etelvina Garcia recontou um pouco sobre o desenvolvimento de Manaus e as consequências das obras de expansão da cidade. Mostrou documentos elaborados para se manter preservado o lado ambiental da capital amazonense, quando o ato de se retirar pedras do leito dos rios e crime sujeitos a punições severas e até prisões. A Secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) Katia Schweickardt ficou vislumbrada em rever o Balneário do Mindu, que hoje está totalmente destruído.

A secretária comentou que o verde em Manaus ainda persiste, mas não é o suficiente. É preciso trabalhar em conjunto, fazer a união entre os órgãos ambientais e sociedade, para preservar o que já existe e trabalhar ainda mais para mudar e reconstruir os espaços naturais. “Nós vamos mexer com interesses de terceiros, de construções. Vamos ter muitas dificuldades, mas não vamos desistir e nem medir esforços para fazer de Manaus uma cidade mais bonita”, comentou.