‘Expertise’ de capacitação da prefeitura pode nortear ações no interior do Amazonas
09/03/2016 17h27
O conhecimento técnico e a experiência da Prefeitura de Manaus em ações de capacitação de servidores públicos podem vir a ser usados como exemplos pelo Governo do Amazonas para implementar medidas similares tanto na capital quanto em municípios do interior do Estado. O primeiro passo foi dado nesta quarta-feira, 9, em visita de representantes da Secretaria de Estado da Administração (Sead) à sede da Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi).
Na ocasião, o chefe do Departamento de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas da Sead, Marinaldo Guedes, conheceu a estrutura da Escola, os programas de capacitação em vigência e os recursos utilizados para executar as ações.
A apresentação do panorama municipal foi feita pela diretora-geral da Espi, Luiza Bessa Rebelo, que mostrou números de servidores capacitados nos últimos anos e ações feitas em parceria com outras escolas de governo, como Escola e Contas Públicas (ECP) do TCE-AM, Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).
“É importante fortalecer essas ações de parceria para levar a capacitação de servidores para outras esferas. Já temos parcerias com outras escolas de governo e sempre estamos abertos a receber outros agentes interessados em conhecer a expertise da prefeitura no trabalho”, afirma Luiza Bessa. A ideia é promover, com o Governo do Amazonas, troca de recursos – principalmente humanos e estruturais – para ampliar as ações de capacitação tanto aos servidores da prefeitura quando os do estado, na capital e interior.
Melhores práticas
Para Marinaldo Guedes, a visita é parte de estratégia de “benchmarking”, quando há uma busca nas melhores práticas feitas para determinado assunto. Na avaliação dele, as ações da prefeitura são exemplos que podem ser aproveitados para o Governo do Estado. “No serviço público, isso é mais que necessário. São poucos recursos, e ter que fazer mais é prioridade. E é nesse momento que a gente aprende muito mais. Quem faz melhor, com que recursos e o que se pensa do futuro”, diz, referindo-se à Espi.
“Aqui [na prefeitura] já é possível. E assim como é aqui, pode ser também no Governo do Estado do Amazonas. E há a diferença de que, além da capital, a sétima maior cidade do país, temos o grande desafio que é chegar na ponta, no interior, no município longínquo. Temos Guajará, Ipixuna, ambientes tão distantes que se você observar apenas a estrutura geográfica, não iremos alcançar. Então temos que pensar como alcançar, que tecnologia usar, como motivar o servidor que está lá”, diz.


