Cozinha Comunitária na Colônia Antônio Aleixo vai servir 200 refeições
19/07/2012 16h01
A Prefeitura de Manaus vai iniciar, amanhã, sexta-feira, 20, o funcionamento
da quarta Cozinha Comunitária Padre Ludovico Crimella, na Comunidade 11 de
Maio, situada no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste. No local serão
servidas mais de 200 refeições para pessoas em situação de insegurança
alimentar. De acordo com a titular da Secretaria Municipal de Assistência
Social e Direitos Humanos (Semasdh), Mônica Mendes, com o apoio de parceiros
de instituições públicas e privadas, a Prefeitura já implantou cozinhas na
Vila da Felicidade, Zona Leste, Panair e Colônia Oliveira Machado, na Zona
Sul. Até o final do ano, serão seis cozinhas, pois mais duas estão sendo
organizadas.
O objetivo é promover a melhoria das condições nutricionais e acesso à
alimentação de qualidade, voltada para população de baixa renda de menores
de 14 anos, seus pais ou responsáveis, idosos e pessoas com necessidades
especiais.
As cozinhas estão instaladas em imóveis da comunidade ou da Prefeitura,
situados em bairros e comunidades com alto índice de vulnerabilidade social,
baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e população com carência
nutricional. O cardápio é orientado por nutricionistas.
Na última terça-feira, um almoço foi servido na Cozinha Comunitária para
parceiros de outras secretarias municipais como a de Governo, Abastecimento,
Educação, Casa Civil, Juventude, Planejamento Urbano, Trânsito e
Transportes, Meio Ambiente e Comunicação, entre outras. Uma das secretarias
com maior parceria foi a Secretaria de Governo, pois o secretário José Alves
Pacífico esteve presente em vários momentos, desde a escolha do local do
funcionamento da cozinha, até a ultimação das ações para o funcionamento da
mesma. Na oportunidade, Mônica destacou a importância de oferecer refeições
às famílias de baixa renda ou em situação de risco alimentar, assim como
apoiar a captação de alimentos de produtores rurais da Comunidade 11 de
Maio, que será feito pela Prefeitura.
Outro dado importante da Cozinha Comunitária é a geração de renda na
comunidade, com a contratação de seis pessoas, entre as quais cozinheiras e
serviços gerais, moradores da comunidade. Caso da cozinheira Geniffa Márcia
Eleutério, 22, que estava desempregada, juntamente com o marido, Edenilson
dos Santos Paz, que foi contratado para trabalhar nos serviços gerais. Mãe
de dois filhos, ela soube da seleção de cozinheiras e fez sua inscrição.
“Fiquei muito feliz quando decidiram pela minha contratação”, afirmou. Outra
contratada foi Marilene Freitas de Santana, 51, que trabalha nos serviços
gerais. Também desempregada, ela está feliz com o trabalho, pois vai
economizar no transporte e ainda garantir uma alimentação de qualidade.
A subsecretária da Semasdh, Marília Ribeiro, explicou que o nome da cozinha
homenageia o padre Ludovico Crimella , já falecido, que tinha idealizado a
construção de uma cozinha para atender as famílias carentes financeiramente.
Outras cozinhas que estão sendo preparadas para abrir ainda este ano são nos
bairros de Santo Agostinho, Zona Centro-Oeste e Val Paraíso, na Zona Leste.
A Semasdh está buscando apoio do MDS para atender a essas demandas, pois com
esse serviço há a garantia de oferta de uma refeição balanceada às pessoas
carentes economicamente.


