Controle da tuberculose é discutido por profissionais da saúde e da educação
23/03/2016 16h43

O contexto atual da tuberculose no Brasil e no mundo, além de medidas necessárias para o controle da doença no Estado foram discutidos nesta quarta-feira, 23, durante o Primeiro Seminário do Comitê Estadual de Tuberculose do Amazonas, realizado no auditório do Centro de Educação de Tempo Integral Gilberto Mestrinho, na zona Sul. O evento reuniu profissionais e estudantes das áreas de saúde e educação, lideranças comunitárias, autoridades e membros da sociedade civil.
Durante o seminário foram apresentados dados que colocam Manaus e o Amazonas com as maiores taxas de incidência da doença, considerando informações estatísticas oficiais do ano passado. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, Manaus sempre apresentou índices elevados de tuberculose, doença fortemente influenciada por fatores sociais e econômicos e com registros altos de abandono de tratamento.
Por isso, segundo ele, o controle da tuberculose está entre as prioridades da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). “Diminuir o número de casos novos anuais e aumentar a adesão ao tratamento completo da doença representam um desafio permanente à saúde pública”, destacou.
Dados apresentados durante o seminário pela coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Marlucia Garrido, mostram que um milhão de crianças no mundo foram vítimas da doença em 2014, ano em que o Brasil apresentou 81 mil casos novos da doença, configurando-se como um dos 22 países que concentram as mais altas taxas da doença. Ainda de acordo com a coordenadora, o Estado do Amazonas apresentou, em 2015, a maior taxa de incidência da doença em nível nacional, com 73,8% dos casos concentrados em Manaus.
“Graças aos membros da sociedade civil, este Comitê Estadual se mantém desde 2009 e hoje pode realizar um evento importante como este”, disse o gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Jair Pinheiro.
O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde, Bernardino Albuquerque, que iniciou a carreira médica na Policlínica Cardoso Fontes, centro estadual de referência para o tratamento da tuberculose, também destacou a participação social para a redução dos índices da doença. ”Acredito que a sociedade civil pode colaborar, por exemplo, no combate ao abandono do tratamento. O abandono ocasiona resistência ao tratamento e a possibilidade de transmissão da doença para pessoas que têm contato direto e permanente com o paciente”.
A doença
A infectologista responsável pela Policlínica Cardoso Fontes, Irineide Antunes, esclareceu que a tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo bacilo de Koch, cujo nome científico é Mycobacterium tuberculosis. A versão pulmonar é a mais comum, porém pode ocorrer em outros órgãos como as meninges, rins e ossos.
Tosse seca ou com secreção (por um período longo de duas a três semanas), falta de apetite, febre discreta, dor no peito, suor noturno e fraqueza são sintomas da doença, mas nem sempre se manifestam em todos os pacientes. Em caso de estágio avançado, porém, o paciente pode sentir todos simultaneamente. “É importante o diagnóstico precoce para que o paciente não apresente todos os sintomas e seja mais difícil a cura”, enfatizou Irineide.
A infectologista alerta que em caso de desconfiança deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Fotos: Assessoria/ Semsa
Departamento de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): 92 3236-8315


