Comunidade Água Branca recebe serviços de macrodrenagem

Por Prefeitura de Manaus

05/05/2016 11h44

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A Prefeitura de Manaus está atuando na recuperação de vários ramais da área rural, que estão sendo castigado pelas chuvas, alguns inclusive interrompendo o escoamento da produção agrícola dessas comunidades. Um exemplo disso é a comunidade do Água Branca, localizada no km 32 da Am-010, onde a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) está realizando, na altura do KM 9, uma obra de macrodrenagem, com instalação de tubulações para a construção de pontes no leito de rios e igarapés.

 

“Nós fazemos esse tipo serviço em todos os ramais que a gente dá manutenção. Existem ramais onde tem escolas e, portanto, tráfego dos ônibus escolares para buscar e deixar o alunos nas suas casas. Estamos vendo, principalmente, aquelas antigas pontes de madeira, que sofrem com ação das chuvas e algumas até desabam, interferindo e bloqueando o escoamento de produtores locais.” Explicou o subsecretário de Serviços Básicos da Seminf, Antônio Peixoto.

 

No ramal Água Branca, onde as equipes continuam os trabalhos por mais 15 dias, o que antes era uma ponte de madeira, hoje é uma estrutura de quatro tubulações de um metro e meio de diâmetro. São 28 tubos que dão vasão a água do igarapé que nas últimos semanas danificou a estrutura da antiga ponte que permitia a translado de produtores rurais e crianças que iam pra escola. A obra começou no dia 20 de abril.

 

Com a antiga ponte danificada, aproximadamente 15 crianças estavam sendo prejudicadas, sem poder ir à escola. Isso já mudou e, desde o início desta semana eles puderam voltar a estudar. De acordo com a diretora da escola municipal Professora Joana Vieira, Luzia Cavalcante de Souza, com a reforma da ponte, os alunos têm seu direito de estudar garantido. “Os alunos estavam sem participar das atividades escolares, o que é muito triste. Mas, agora, eles já voltaram a estudar. O ônibus já vai lá dentro do ramal buscar cada um em sua casa”, disse.

 

PRODUÇÃO

Os produtores rurais também estavam prejudicados. Muitos deles não conseguiam escoar seus produtos por conta das dificuldades enfrentadas para atravessar o igarapé sem um carro adequado e, também, por conta da quantidade de material produzido. O casal Lázaro e Socorro Ramos é um exemplo disso, pois tinham dificuldades de produzir. Segundo Lázaro, 61 anos, o desejo era de desistir.

 

“Isso é um sonho muito antigo que nós tínhamos, e estávamos vendo a hora desse sonho não se realizar, principalmente devido a saúde da minha esposa. O desejo era largar tudo, mas depois desse serviço, facilitou a compra dos produtores, de gente que vem até aqui para comprar peixe e revender. E também a comunidade que já pode vir e comprar do nosso peixe.”

 

O casal vive na comunidade desde 1998, mas só há cinco anos começou a trabalhar no cultivo de galinha, tambaqui e matrinxã. Dona Socorro, de 51 anos, explica que a grande dificuldade era  escoar sua produção. “Eu não tinha acesso, e era muito difícil escoar a minha produção, porque a ponte era de madeira e estava toda podre. O carro não entrava até onde é minha casa e isso prejudicou muito minha saúde.” O terreno possui quatro viveiros onde também funciona o serviço de pague e pesque.

 

No ramal, trabalham vários produtores, com produções de pimentão, cheiro verde, cebolinha, tomate, laranja, limão e mamão. Outros sub-ramais também receberam obras de drenagem e tubulação para o escoamento da produção, pois o terreno na comunidade é de difícil acesso.

 

Texto: João Paulo Gonçalves

Fotos: Marinho Ramos – Semcom