Caso de microcefalia é descartado em Manaus

Por Prefeitura de Manaus

08/03/2016 16h57

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Um dos sete casos suspeitos de microcefalia em Manaus foi descartado nesta terça-feira, 8, após resultado de avaliações clínica e laboratorial realizadas por profissionais das secretarias de Saúde do Município (Semsa) e do Estado (Susam).

 

A Semsa informou na segunda-feira, 7, que o bebê, do sexo feminino, que nasceu no dia 7 de janeiro deste ano, está com perímetro cefálico de 37 centímetros, e teve bons resultados em todos os testes realizados, inclusive os neurológicos, descartando a infecção por Zika Vírus também na mãe durante a gestação.

 

De acordo com o Informe Epidemiológico do Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (CIOCS), divulgado no dia 8 de março, Manaus tem 85 casos confirmados de Zika Vírus, sendo 44 em gestantes.

 

“Temos seis bebês ainda em investigação e estamos no aguardo dos resultados dos testes para saber se eles têm microcefalia causada pelo Zika Vírus. Por determinação do prefeito Arthur Neto, não estamos medindo esforços para evitar que Manaus tenha surto de microcefalia. Todo o cuidado está sendo tomado no acompanhamento destas crianças, e estamos no aguardo do resultados dos exames com otimismo”, salientou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

 

O Disque Saúde 0800-280-8-280 já recebeu 3.260 denúncias de locais com possíveis criadouros de Aedes aegypti e 2.018 já receberam a visita dos agentes de endemias para verificação. A Semsa implantou até o momento 994 brigadas de combate ao vetor, com 3.407 pessoas capacitadas.

 

O secretário da Semsa enfatizou que a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado estão empenhados nas ações de combate aos criadouros das larvas para evitar mais registros de casos da doença, mas apenas com o esforço de cada cidadão é que será possível bloquear a infestação de mosquitos e uma consequente epidemia.

 

“O primeiro ponto de atenção é evitar o aumento de criadouros por conta do período de chuvas e o ideal é que todos se dediquem a cuidar dos espaços em suas residências, que podem ser o local propício para o inseto se desenvolver. Portanto, quintais, pátios, piscinas, caixas d’água, recipientes vazios e outros fazem parte do check list semanal para cada um fazer em sua casa e não deixar o mosquito avançar. Bastam 10 minutos por semana para que a pessoa veja se há água acumulada em sua casa, inclusive atrás da geladeira”, ressaltou.

 

Esse alerta, segundo Homero, é para prevenir a população contra o Zika Vírus, que tem sintomas quase sempre ‘suportáveis’, com febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele – quase sempre presentes nas 24 primeiras horas –, coceira, de leve a intensa e, ainda pode haver vermelhidão nos olhos.

 

“Aos primeiros sinais é importante procurar uma Unidade Básica de Saúde para diagnóstico e acompanhamento do caso mesmo sem a confirmação da doença no usuário, com monitoramento individual pelos profissionais de saúde, além de ações de bloqueio mecânico e químico, que consiste na eliminação de locais criadouros do mosquito Aedes num raio de 300 metros em torno do local onde houve registro de casos suspeitos, associados à aplicação de inseticida para eliminação do mosquito Aedes aegypti”, enfatizou Homero.

 

A população também pode fazer sua parte denunciando os criadouros da vizinhança por telefone ao Disque Saúde 0800 280 8 280 e, ainda, pelo e-mail saude.semsa@pmm.am.gov.br.

 

Grávidas sem Zika

A preocupação ainda maior é na prevenção da infecção pelo Zika Vírus em grávidas, casos que podem estar relacionados à microcefalia nos bebês, uma malformação congênita em que o cérebro da criança não se desenvolve de maneira adequada.

 

Prefeitura e Estado estão alinhados para fazer o atendimento desses casos. De acordo com o fluxograma estabelecido pela rede pública, das gestantes que forem atendidas nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) ou em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e que apresentarem sintomas para a doença, serão encaminhadas para atendimento com um médico obstetra, de forma imediata, em uma das 15 unidades de referência, distribuídas nos Distritos de Saúde Sul, Leste, Oeste e Norte.

 

As UBSs de referência devem manter o monitoramento da gestante durante toda a gravidez, até ser descartada ou confirmada a suspeita de microcefalia ou outras complicações. Quando não há confirmação, a paciente deve retornar à UBS do primeiro atendimento para continuar o pré-natal normalmente. No caso de a suspeita da doença permanecer, a paciente continua a ser acompanhada pelo profissional especialista até o final da gestação e em seguida é encaminhada para um ambulatório de alto risco para continuar o tratamento.

 

Departamento de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): 92 3236-8315