Ações de prevenção, com mobilização das comunidades, mantêm redução nos casos de dengue

Por Prefeitura de Manaus

20/03/2015 17h11

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Com 449 casos de dengue notificados nos meses de janeiro e fevereiro deste ano em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) registra uma redução de 45% no número de casos da doença em relação ao mesmo período de 2014. Para o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, a manutenção na queda do número de casos da doença é um reflexo das ações de prevenção que a Prefeitura de Manaus, por meio de parceria entre instituições públicas e privadas, vem executando durante todos os meses do ano.

 

“O trabalho de prevenção à dengue faz parte da rotina diária dos serviços de saúde e é feito de forma intersetorial envolvendo empresas, escolas, associações de bairros, igrejas e secretarias municipais, entre outras instituições. O mais importante é que a população esteja sempre alerta para colaborar no controle do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya”, ressaltou Homero de Miranda Leão.

 

De acordo com Homero de Miranda Leão, além de ações educativas junto à sociedade, a Semsa realiza atividades de monitoramento e controle dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti e o controle químico com aplicação de larvicidas.

 

Passeata – Uma das ações educativas de combate à dengue promovida pelo órgão municipal aconteceu na manhã desta sexta-feira, 20, com uma mobilização e passeata no bairro Vila da Prata, zona Oeste de Manaus. O evento reuniu moradores da comunidade, alunos da Escola Eliana Lúcia e representantes do grupo de idosos do bairro. A programação foi iniciada na quadra do Complexo Esportivo do Bairro Vila da Prata, com apresentação sobre as formas de prevenção, seguido de passeata e distribuição de panfletos informativos com orientações sobre a utilização do check list 10 Minutos contra a Dengue.

 

A gerente do Distrito de Saúde Oeste (Disa Oeste), Altemira Diniz de Lima, explicou que o Vila da Prata é um dos quatro bairros da zona Oeste que apresentaram no último Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em janeiro de 2015, um maior risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue e a febre chikungunya. As outras localidades foram os bairros Santo Antônio e Nova Esperança, e o conjunto Ajuricaba (Alvorada).

 

“A zona Oeste registrou nestes primeiros meses de 2015 uma redução de 40% no número de casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano passado, mas é importante manter o trabalho de sensibilização para que os moradores continuem mobilizados verificando a própria residência, evitando locais que acumulam água e podem permitir a proliferação do mosquito”, alertou Altemira Lima.

 

Para a comerciante Elizete Chaves, que mora há 30 anos no bairro Vila da Prata, o trabalho de mobilização precisa ser contínuo e cada morador deve fazer a sua parte no controle da doença. “Quase toda a minha família já contraiu dengue, mas há quatro anos não temos a doença. E estou sempre atenta verificando os locais que possam ter água empossada e eliminando os objetos que acumulam água”, relatou Elizete Chaves.

 

A recomendação é para que a população verifique a própria casa e quintal pelo menos uma vez por semana, já que o ciclo da vida do mosquito Aedes aegypti, do ovo até a fase adulta, leva cerca de 7 a 10 dias. Seguindo o chek list distribuído pelos profissionais de saúde, em apenas 10 minutos é possível verificar toda a residência, principalmente calhas, lajes, caixas-d’água, prato de plantas, garrafas, vasilhas guardadas no quintal e outros recipientes que possam servir como criadouros do mosquito.

 

Chikungunya – Quanto à febre chikungunya, a Semsa registrou, no ano passado, 23 casos suspeitos da doença e este ano foram notificados 18 casos. Desse total, apenas sete casos foram confirmados até o momento em laboratório, todos importados de países vizinhos. Nos casos suspeitos, os profissionais da área de endemias realizam ações de bloqueio da doença na localidade onde ocorre a notificação para garantir que o vírus não se propague. No Brasil, apenas o Amapá e algumas cidades da Bahia apresentam epidemia de chikungunya. Nos outros estados, ainda que tenha ocorrido registro de casos importados, não foi observada transmissão local.

 

Fotos:Assessoria de comunicação

Departamento de Comunicação – SEMSA

Reportagem: Eurivânia Galúcio

Fotos: José Nildo

Gerente de Jornalismo: Lívia Nadjanara

decom.semsa@gmail.com