Prefeitura implanta conscientização porta a porta nas comunidades ribeirinhas
12/03/2017 11h57
Após realizar mutirão de limpeza em todas as onze comunidades ribeirinhas próximas a Manaus nos dois primeiros meses do ano, a prefeitura implantou, ao longo da última semana, um programa de conscientização porta a porta nos locais. A ação, que começou na comunidade Agrovila, situada à margem direita do Tarumã-Mirim, acontecerá todas as quartas-feiras em uma localidade diferente.
A ideia é abrir mais um canal de diálogo com as comunidades e levar informações básicas sobre como acomodar o lixo e dispor corretamente para manter as praias, encostas e o rio limpos. A ação, mobilizou mais de 20 agentes de conscientização da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), que coordena os serviços.
“É um desejo pessoal do prefeito Arthur Virgílio Neto que o poder público esteja mais próximo dessa população que vive nas comunidades ribeirinhas. Tanto a limpeza, quanto os outros serviços básicos serão ainda mais intensificados nessas comunidades este ano”, afirmou o secretário da Semulsp, Paulo Farias.
Nas 11 comunidades ribeirinhas atendidas pela Prefeitura de Manaus, os serviços de limpeza acontecem frequentemente. Além dos mutirões de limpeza e coleta domiciliar diferenciada, esses locais contam com a presença fixa de um gari comunitário, que reúne os resíduos e os dispõe para a passagem da balsa coletora, uma vez por semana.
Agrovila
A Agrovila foi a primeira comunidade a receber a conscientização. Sua população, formada por aproximadamente 150 famílias, algumas com mais de 10 membros em cada uma delas, recebeu com entusiasmo a presença mais consistente da prefeitura no local.
“Esse trabalho está sendo muito gratificante. A população ribeirinha mostra muita disposição em manter seu ambiente e seus rios limpos. Nessa nossa passagem pelas comunidades, estamos abordando a questão das queimadas. Sabemos que muitos moradores queimam o seu lixo e essa atitude, no período da seca, pode ser muito perigosa”, alertou a líder do grupo de conscientização da Semulsp, Priscila Pontes.
Para o professor Eliel Cavalcante Santos, morador há 14 anos no local, a presença da Prefeitura tem sido mais intensa nos últimos anos e importante para os cuidados com o meio ambiente. “A limpeza tem passado regularmente. Aqui, quando o rio sobe, se houver lixo espalhado na beira do rio, haverá poluição. A Prefeitura dá até os sacos para os moradores fazerem a sua parte. Considero essa visitação das equipes de sensibilização muito boa, no sentido de manter esse povo mobilizado e motivado”, considerou o morador, que, hoje, cuida da sala arqueológica que existe no local.
Morador da Agrovila há seis anos, Samir Terço Martins, destacou a importância do trabalho do gari comunitário. “Ele facilita muito o serviço de limpeza. Organiza e recolhe o lixo que colocamos para fora”, conta.
Reciclagem
Alguns moradores, como a comerciante Cristina Bentes, que está há 10 anos no local, desenvolveram um sistema de reciclagem natural, por necessidade e instinto de preservação do ambiente onde vivem. “Aqui, todo o meu lixo orgânico vai para as hortas e para os cães. Não jogo nada disso no lixo. Com as garrafas PET, faço bolsas, luminárias, decoração e até puffs e poltronas. Nossa preocupação maior aqui é com o rio e a sua preservação”, explicou a artesão, que leva quase um mês para produzir seus artigos reciclados.
Na Agrovila, a coleta é feita pelo gari comunitário, que recolhe os resíduos, acomoda e disponibiliza para a passagem da balsa, que para no local todas as sextas-feiras. Na próxima quarta-feira, 15, a comunidade São Sebastião, também no Tarumã Mirim, receberá as equipes de conscientização da Semulsp.
Atuação
Atualmente, a Prefeitura de Manaus atende onze comunidades nas proximidades da capital. Dessas, quatro têm acesso por terra e recebem serviço de coleta com as caçambas. Nas demais, o acesso é feito via fluvial, e requerem uma coleta diferenciada, que envolve botes e balsa.
“Um grande mutirão de limpeza já passou pelas localidades nesse início de ano. A manutenção é feita diariamente pelos garis comunitários. Após o período de conscientização, a prefeitura voltará a percorrer essas comunidades com o mutirão de limpeza, provavelmente em maio”, informou o coordenador da Comissão Especial de Divulgação e Orientação da Política de Limpeza Pública (Cedolp/Semulsp), Fábio Araújo.
As comunidades ribeirinhas
- São Sebastião – Tarumã-Mirim;
- Nossa Senhora de Fátima – Bairro Tarumã, Zona Oeste;
- Agrícola da Paz – Ramal do Pau Rosa, na BR 174;
- Nova Esperança – APA Tarumã-Ponta Negra, às margens do Igarapé do Tiu;
- Agrovila – Tarumã-Mirim (margem direita do Tarumã, via fluvial);
- Nossa Senhora do Livramento – Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé/Am (distante de Manaus7 km, via fluvial)
- Ebenezer – localizada no igarapé Ebenezer, às margens do Rio Negro;
- Julião – Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé/Am;
- Colônia Central – margem esquerda do Baixo Rio Negro;
- Tupé – no Rio Negro;
- Bela Vista do Jaraqui – localizada no Lago do Jaraqui, a 55 km do centro urbano da Cidade de Manaus.
Texto: Lilian D’Araujo
Fotos: Márcio James e Karla Vieira / Semcom
Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskQz79p8
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp): (92) 3216-8014


