Seminário de Educação Inclusiva e Cidadania debate a inclusão social

Por Prefeitura de Manaus

30/08/2018 14h26

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O I Seminário de Educação Inclusiva e Cidadania: Aspectos Pedagógicos, Jurídicos e Familiares, promovido pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM), teve a participação da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 30/8, e reuniu professores, pedagogos, estudantes e membros do MPE interessados no tema. Na abertura do evento, alunos do Centro Municipal de Educação Especial (Cmee) André Vidal de Araújo apresentaram ao público uma dança cigana.

 

Seminário de Educação Inclusiva e Cidadania debate a inclusão social

 

A secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, participou do evento, acompanhada da gerente da Educação Especial (GEE) da Semed, Reni Formiga. Para a secretária, o evento é uma ótima iniciativa do Ministério Público, ao promover um debate sobre um assunto tão importante, como a inclusão social, além de ser uma oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido pela Semed.

 

“A Semed já tem um trabalho consolidado na Educação Especial, temos certa experiência em relação à inclusão, talvez sejamos um dos poucos munícipios do Brasil que tenha esse modo de educação organizado. Temos o Centro Municipal de Educação Especial, que atende alunos e familiares da Educação Especial e um dos nossos maiores desafios é conscientizar a família que ela tem o papel fundamental nesse processo de inclusão”, destacou Schweickardt.

 

A ideia do seminário, de acordo com a promotora de Justiça e presidente da comissão organizadora do evento, Delisa Ferreira, surgiu para cumprir o plano de metas do Ministério Público, da Procuradoria da Educação e também como sugestão de uma servidora que tem um filho portador de deficiência.

 

“Nós já estávamos com a ideia de fazer um evento que envolvesse esse tema e quando uma servidora nossa nos procurou e falou sobre o assunto, achamos de extrema necessidade discutir sobre a inclusão com a sociedade”, comentou.

 

A Semed atende, atualmente, mais de cinco mil alunos, portadores de vários tipos de deficiência, na Educação Especial, em 437 escolas. A rede promove, ainda, várias ações, projetos e programas. Para a advogada, Keila Nascimento, mãe de um aluno portador de deficiência, matriculado na Escola Municipal Professor Paulo Graça, na zona Centro-Sul, quando a família aceita a condição do familiar, os problemas diminuem.

 

“Pra gente foi muito difícil aceitar que o nosso filho não era uma criança igual às outras e que era portador de uma deficiência, a gente acabava afastando ele do mundo, a vivência dele era restrita a nós. Quando aceitamos a condição de saúde dele, entendemos que ele precisava ter uma vida e decidimos matriculá-lo em uma escola municipal e foi onde encontramos o apoio que precisávamos”, relatou Keila.

 

Texto: Érica Marinho / Semed

Fotos: Lton Santos / Semed

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskDPVDnT