Sarampo é tema de capacitação de profissionais de saúde
26/04/2018 16h17
A circulação do vírus do sarampo no mundo, a ocorrência dos últimos surtos no Brasil e em Manaus, assim como as informações em relação aos sintomas, as ações de controle a partir da notificação dos casos e as orientações a respeito do isolamento social do paciente no período de transmissão da doença são os temas debatidos pela Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado durante a jornada de Capacitação em Vigilância e Manejo Clínico do Sarampo, nesta quinta-feira, 27/4, na Fundação de Medicina Tropical (FMT), no Dom Pedro, zona Oeste.
O evento é realizado em parceria com o Estado, com a FMT e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), e tem como público alvo 960 médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), além de 160 profissionais da rede estadual.
“Manaus passou 18 anos sem registrar casos de sarampo e isso significa que muitos profissionais de saúde nunca atenderam pacientes com a doença. Por isso, é importante reforçar as orientações sobre os procedimentos mais adequados e repassar informações atualizadas sobre o cuidado com o paciente”, afirma a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Martins Ferreira.
Durante a capacitação, que será encerrada nesta sexta-feira, 27/4, os palestrantes abordam questões sobre a
As vagas foram distribuídas prioritariamente entre os trabalhadores que atendem em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), hospitais, Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).
A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Martins Ferreira, informa que a capacitação priorizou a participação de profissionais que trabalham diretamente no atendimento da população, abordando aspectos laboratoriais, de vigilância e do manejo clínico dos pacientes que procuram os serviços de saúde com suspeita de sarampo.
“Manaus passou 18 anos sem registrar casos de sarampo e isso significa que muitos profissionais de saúde nunca atenderam pacientes com a doença. Por isso, é importante reforçar as orientações sobre os procedimentos mais adequados e repassar informações atualizadas sobre o cuidado com o paciente”, afirma a diretora.
Durante a capacitação, que será encerrada nesta sexta-feira, 27, os palestrantes abordam questões sobre a circulação do vírus do sarampo no mundo, a ocorrência dos últimos surtos no Brasil e em Manaus, assim como as informações em relação ao manejo clínico dos sintomas, as ações de controle a partir da notificação dos casos e as orientações a respeito do isolamento social do paciente no período de transmissão da doença.
“O período de transmissibilidade do sarampo é de seis dias antes e quatro dias após o surgimento das manchas vermelhas, período em que o paciente deve ser orientado a evitar contato com um grande número de pessoas, seja no trabalho, a escola, creches ou outros ambientes. São orientações que precisam ser repassadas ao paciente pelo profissional de saúde que realiza o primeiro atendimento”, explica Marinélia.
Para a médica pediatra Aline Batista de Oliveira, que há 15 anos trabalha na rede municipal de saúde, a capacitação é um oportunidade para o aprimoramento do trabalho, o que tem sido necessário considerando a preocupação da população sobre o surto de sarampo.
“Eu nunca realizei o atendimento de paciente com sarampo. Não é uma doença nova, mas estava adormecida, e há uma demanda na UBS com pacientes que procuram atendimento com sintomas do sarampo como a febre e manchas na pele, mas que também podem indicar doenças como dengue, zika ou rubéola. Como estamos no meio de um surto de sarampo, a capacitação vai ajudar a obter mais informações para o tratamento adequado e para oferecer as orientações necessárias ao paciente”, afirmou a médica, que atua na UBS Deodato de Miranda Leão, na zona Oeste.
Casos
Dados do 7º Informativo Epidemiológico do Sarampo, divulgado na última terça-feira, 24, dão conta de que Manaus registra atualmente 290 casos notificados da doença. Desse total, 16 casos são confirmados, 40 foram descartados por não atenderem os critérios laboratoriais para a confirmação do sarampo e 234 continuam sob investigação.
Texto: Eurivânia Galúcio / Semsa
Fotos: Divulgação/Semsa / Semsa
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