Ação educativa reforça o combate ao preconceito racial
23/11/2017 14h22
Como parte da programação da Semana da Consciência Negra da Prefeitura de Manaus, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Distrito de Saúde Oeste (DISA Oeste), visitaram nesta quinta-feira, 23/11, o Centro Municipal de Educação Infantil Raimundo Nonato de Aguiar (CMEI), localizado no bairro São Raimundo, zona Oeste. De forma lúdica, fantoches reforçaram a mensagem, para os estudantes da educação infantil, de que é preciso dizer não ao preconceito.
A responsável pelo Programa Saúde da População Negra do DISA Oeste, Mirtha Funes, explica que a atividade faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE) “É uma forma de incentivar a prática da igualdade racial desde pequeno. Não tem que haver distinção por cor de pele, cabelos, classe social ou raça”, afirmou Funes, reforçando a mensagem abordada pelos personagens Tião e Rosinha, que têm raças diferentes.
“São crianças, não vejo nelas maldade ou discriminação. Temos estudantes haitianos, por exemplo, e são tratados de forma igual entre eles”, observou a gestora do CMEI, Marilda Regis. “Mesmo assim, faz parte do nosso planejamento enfatizar essa questão. Nosso sonho é que seja sempre assim”, finalizou a gestora.
A pedagoga do CMEI, Maria de Fátima Portilho, também comentou a atividade realizada pela Semsa. “Dentro do PSE trabalhamos as diferenças, os direitos humanos e a violência. A ação de hoje culminou as atividades de desenho, colagem e pintura referentes ao Dia da Consciência Negra, trabalhadas nas salas de aula”, afirmou.
Sobre a Saúde da População Negra
Segundo o relatório ‘Saúde Brasil 2005’, o risco de uma criança negra ou parda morrer antes dos cinco anos de idade por causas infecciosas e parasitárias é de 60% maior do que uma criança branca e o risco de morte por desnutrição é 90% maior entre o primeiro grupo.
O estudo também apontou que ser negro ou pardo aumenta o risco de morte por homicídio em relação à população branca, independentemente da escolaridade.
Sobre as doenças e agravos prevalentes na população negra destacam-se os geneticamente determinados como doença falciforme e foliculite; os adquiridos em condições desfavoráveis como desnutrição, anemia ferropriva, doenças do trabalho, DST/HIV/Aids, mortes violentas, mortalidade infantil elevada, sofrimento psíquico depressão e tuberculoses; e os de evolução agravada ou tratamento dificultado como hipertensão arterial, diabetes melito, coronariopatias, insuficiência renal crônica e câncer.
Fotos: José Nildo / Semsa
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa): (92) 3236-8315


