Prefeitura capacita equipes de saúde para avaliação neuromotora do pé diabético
28/03/2017 16h44
Evitar complicações decorrentes do diabetes, especialmente feridas e amputações dos pés é um dos objetivos da Prefeitura de Manaus com o programa de capacitação dos profissionais de saúde para avaliação neuromotora do pé diabético. Nesta terça-feira, 24/03, foi realizada mais uma oficina sobre o tema para médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da Estratégia Saúde da Família (ESF) que atuam na zona Sul de Manaus.
A programação aconteceu no auditório do Distrito de Saúde Sul (Disa Sul) e encerrou uma série de capacitações realizadas no primeiro trimestre do ano, direcionadas aos profissionais da rede municipal que realizam Atenção Básica em todos os distritos de saúde da capital, incluindo o Rural.
“A capacitação foi organizada com o objetivo de preparar os profissionais para realizar avaliação neuromotora do pé diabético, exame que propicia a identificação precoce e o tratamento em tempo adequado de possíveis alterações, permitindo a prevenção de complicações da doença”, informou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.
O pé diabético é uma das complicações mais frequentes do diabetes mellitus, ocasionando feridas crônicas, infecções e até amputações de membros inferiores.
De acordo com a chefe do Núcleo de Controle de Hipertensão Arterial e Diabetes (Hiperdia), Sinara Flores, desde 2015 a Semsa vem capacitando seus profissionais para a realização da avaliação neuromotora do pé diabético. Este tipo de avaliação é considerado rápido e eficaz, podendo ser realizado em menos de dez minutos.
“Se o profissional de saúde não identificar alterações, a recomendação é que a avaliação seja feita uma vez por ano durante a consulta de rotina do paciente com diabetes. No caso de alterações, o paciente é encaminhado para realizar o exame Doppler Vascular, disponível na rede municipal, e para atendimento com médico vascular”, explica Sinara, informando que a partir de abril todas as UBSs da rede municipal estarão aptas a oferecer o serviço.
A enfermeira Maria Aparecida Mendonça, responsável pelo Hiperdia no Disa Sul, destaca que os pacientes diabéticos atendidos na rede municipal realizam duas consultas ao ano com o enfermeiro e duas com o médico. “Esse é o padrão no caso do pacientes com a doença estabilizada, sem complicações, e que são acompanhados por profissionais das UBSs. Mas o número de consultas pode ser maior dependendo da necessidade de cada paciente”.
Além das consultas, os pacientes participam de atividades de educação em saúde, recebendo uma série de informações sobre o controle da doença. “Um grande número de amputações em pessoas com diabetes é evitável e por isso é muito importante uma abordagem educativa, além do exame periódico dos pés de pacientes”, afirma Maria Aparecida.
Para a enfermeira Elda Campos, que atua há 21 na UBS Japiim (zona Sul), a avaliação neuromotora é um serviço que irá complementar as ações que já são desenvolvidas na Unidade de Saúde, buscando a prevenção das complicações da diabetes.
“É perceptível no serviço a incidência do pé diabético entre os pacientes, incluindo casos de amputação”, destaca Elda Campos. Segundo ela, a capacitação dos profissionais para a avaliação neuromotora, permite que, além das consultas médicas e de enfermagem, das orientações sobre a utilização de medicamentos e alimentação, a rede municipal de saúde ofereça uma avaliação completa para o paciente, com resultados mais satisfatório no tratamento.”
Reportagem: Eurivânia Galúcio
Fotos: Assessoria Semsa
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