Construção de duas Unidades Básicas de Saúde Fluvial beneficiará população ribeirinha
10/01/2014 17h02
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está iniciando o processo de lançamento da licitação para construção de duas embarcações que funcionarão como Unidades Básicas de Saúde Fluvial. Serão utilizados recursos no valor de R$ 3,4 milhões, com repasse do Ministério da Saúde, beneficiando a população das comunidades ribeirinhas de Manaus, estimada em 11 mil pessoas.
O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, explicou que as Unidades Básicas Fluviais são embarcações que comportam uma ou mais equipes da Saúde da Família Fluvial, equipadas com os materiais necessários para atender à população ribeirinha da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) e Pantanal Sul Mato-Grossense.
As embarcações devem funcionar, no mínimo, 20 dias por mês, em área delimitada para atuação, compreendendo o deslocamento fluvial até as comunidades e o atendimento direto à população ribeirinha. “A UBS Fluvial deve oferecer uma estrutura mínima com consultórios médico, de enfermagem e odontológico; ambiente para armazenamento e dispensação de medicamentos; laboratório; sala de vacina; banheiros; cabines com leitos em número suficiente para toda a equipe; cozinha; e sala de procedimentos. São espaços onde se poderá oferecer uma infraestrutura mais adequada para atender a população da zona rural fluvial de Manaus”, destaca Evandro Melo.
Atualmente, a Semsa, por meio do Distrito de Saúde Rural (Disa Rural), já oferece atendimento com uma Unidade de Saúde Fluvial Semsa IV (Barco Catuiara), cedida pelo Tribunal de Justiça, que realiza duas viagens por mês para as comunidades ribeirinhas localizadas ao longo do rio Negro e do rio Amazonas.
“A expectativa é de que a cobertura de atendimento na área ribeirinha seja mais eficaz com a construção das duas novas Unidades Fluviais. Com uma única UBS Fluvial temos capacidade para atender em algumas comunidades em horário integral, e durante quatro ou cinco horas por dia, em outras localidades. Mais duas UBSs Fluviais vão permitir manter atendimento em horário integral nas comunidades, de acordo com o cronograma, melhorando o atendimento e a qualidade dos serviços oferecidos. Isso permitirá o fortalecimento do vínculo entre moradores ribeirinhos e profissionais de saúde”, ressalta Melo.
Barco Catuiara – A cada mês, o barco Catuiara executa cerca de quatro mil atendimentos. São atendidas diretamente 21 comunidades e, indiretamente, outras 50. A Unidade Fluvial é deslocada para uma comunidade específica, de acordo com o cronograma do Disa Rural, e oferece atendimento para a população local e moradores de comunidades próximas.
O serviço beneficia diretamente moradores das comunidades de Santa Isabel, Nova Esperança do Apuaú, Nova Canaã (Aruaú), Monte Sinai (Igarapé Açú), Nova Jerusalém (Mipindiaú), São Sebastião (Cuieiras), Santa Maria, Costa do Arara e Tupé, localizada ao longo do rio Negro; e as comunidades Nossa Senhora da Conceição (Lago do Arumã), Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Francisco do Caramuri, Monte Horebe (Paraná do Thiago), Mainã, Bonsucesso, São Pedro, Assentamento Nazaré, São Francisco (Guajará) e Jatuarana, localizadas ao longo do rio Amazonas.
São disponibilizadas consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, ações de imunização, exames dermatológicos, exames laboratoriais, serviço social e entrega dos produtos do programa Leite do Meu Filho nas comunidades. O barco promove atendimento com médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem, atendente de consultório dentário, auxiliar de dermatologia clínica, bioquímico, farmacêutico, auxiliar de patologia clínica e assistente social.
Reordenamento – A construção das Unidades de Saúde Fluviais faz parte do processo de reordenamento da rede municipal de saúde, que tem como foco a melhoria da qualidade do atendimento e a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.
De acordo com o diretor do Departamento de Atenção Primária (DAP) da Semsa, médico Nilson Ando, a meta é, nos próximos três anos de administração, a construção de 40 novas Unidades Básicas de Saúde, com três ou quatro equipes de Saúde da Família, todas funcionando em horário ampliado, de segunda à sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, 7h às 13h, em uma área de 600 a 1.000 metros quadrados. Além da reforma de 45 UBSs e a ampliação de 18 Unidades de Saúde na área rural e 10 na área urbana. Os investimentos serão de R$ 70 milhões de recursos municipais e R$ 80 milhões do Governo Federal.
O investimento pretende garantir que a população possa contar com Unidades Básicas que tenham a estrutura necessária para oferecer serviços de qualidade e resolutivos, e que atendam pelo menos 80% dos problemas de saúde dos pacientes da Atenção Primária. “As UBSs reestruturadas permitirão a oferta de atendimento multiprofissional que, além do médico, englobará psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos clínicos e educadores físicos. O foco não será somente na cura da doença, mas também na prevenção e promoção da saúde”, afirma Nilson Ando.
As 40 Unidades de Saúde que serão construídas terão como uma de suas estratégias o chamado Espaço Saúde, compreendendo uma cozinha anexa, que será utilizado para ações de Educação em Saúde e orientação sobre alimentação saudável com nutricionistas, buscando a qualidade de vida dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Departamento de Comunicação – SEMSA
Reportagem: Eurivânia Galúcio
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