Seminário debate Educação Integral com professores e gestores da rede municipal

Por Prefeitura de Manaus

12/12/2016 15h12

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Com o intuito de apresentar as primeiras experiências de quatro escolas da rede municipal com a modalidade de Educação Integral, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou, nesta segunda-feira, 12, o seminário ‘Educação Integral: projetos de vida e de aprendizagem que transformam vidas’, que reuniu gestores e professores no auditório da Semed, na Avenida Mario Ypiranga, 2549, Parque Dez.

 

A educação integral é uma realidade na Semed desde o início deste ano, com um projeto piloto em quatro unidades de ensino, que atendem mais de 300 estudantes. A principal característica desta modalidade é o aluno como protagonista de saber e uma escola democrática onde todos têm voz. A escola integral tem cinco pilares de aprendizagem: cultural, cognitivo, socioambiental, físico e emocional.

 

“Nós temos estabelecido pelo Plano Municipal de Educação o atendimento de 50 escolas de Educação Integral até 2020, mas esse trabalho não é algo feito a partir de decreto. Ele precisa que as pessoas se invistam de conhecimento e de um posicionamento crítico para esse tipo de trabalho. Esse seminário vem trazer condições para uma reflexão para que outras escolas abracem essa ideia. Esperamos que as escolas convidadas tomem para si esses conhecimentos e alavanquem um movimento crescente de escolas de educação integral”, explicou Alina Leão Medeiros, que faz parte da Coordenação da Educação Integral na Semed.

 

A Secretária de Educação Kátia Schweickardt participou durante todo o dia do seminário e destacou que a secretaria está, com esse projeto de Educação Integral, refazendo as bases conceituais da educação básica do município. “O conceito de Educação Integral não é só uma escola de tempo integral, é a possibilidade de trabalhar todas as dimensões das nossas crianças a partir de uma série de interferências, seja emocional, social, psíquica ou cognitiva. É uma perspectiva de nos vermos como seres humanos diferentes, de nos encontrarmos com essas crianças a partir de suas realidades de um modo particular. Estamos querendo fazer uma revolução no projeto educacional da cidade”, afirmou.

 

Compartilhando experiências

Durante o evento, os gestores das escolas que atuam na modalidade compartilharam as experiências vivenciadas no primeiro ano de atuação, revelando as dificuldades e melhorias que as escolas tiveram. A diretora Lúcia Cristina Cortez, da Escola Municipal Waldir Garcia, primeira a oferecer Educação Integral, falou sobre o desafio de quebrar paradigmas e aceitar a ideia de uma escola democrática, onde o estudante tem seus anseios atendidos.

 

“Passamos a ter uma gestão democrática e participativa, que é o inverso do que eu era antes. Eu era totalmente ditadora e centralizadora das ações da escola. Hoje, trabalhamos em equipe e ouvimos os alunos, porque eles passaram a ser protagonistas de sua aprendizagem. Eu já estava dando entrada no processo de aposentadoria e interrompi porque hoje vejo uma escola dinâmica, que tem vida e isso motiva a continuar. Essa é a escola que eu sempre sonhei”, falou.

 

Discussões

Durante a tarde, a Secretária Kátia Schweickardt coordenou uma mesa redonda para falar sobre a educação integral. Na ocasião, participaram do bate-papo profissionais de renome no cenário da educação brasileira, como a Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM, Rita Paulon, do Instituto Ayrton Senna e Helena Singer, integrante do projeto Escolas Transformadoras.

 

Em sua explanação, Pilar Lacerda destacou que a educação integral atende os anseios da sociedade atual, que não mais se enquadra no perfil tradicional do processo de ensino e aprendizagem e explicou como se dá o processo de transição para esse tipo de educação.

 

“Não é simples mudar. Tem que ter um grupo de professores dispostos a enfrentar os desafios, porque você sai daquele modelinho que a gente foca no ensino e passa a focar na aprendizagem. Você sai do foco no conteúdo e passa a focar no aluno, com o processo girando em torno dele. Com isso, descobrimos que as crianças aprendem de maneira diferente, mas todas são capazes de aprender. O currículo é reformulado, a avaliação é reformulada. É uma mudança que traz realização profissional grande porque torna a escola um lugar de alegria, de democracia e principalmente de aprendizagens”, observou.

 

Texto: Thiago Botelho

 

Fotos: Lton Santos / Semed

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação (Semed): 92 3632-2054