Prefeitura, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros interditam hotel onde homem foi encontrado morto

Por Prefeitura de Manaus

19/11/2013 18h37

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Após fiscalização realizada pela Prefeitura de Manaus em conjunto com a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, o hotel D. Geni, na Avenida Floriano Peixoto, no Centro, foi interditado na tarde desta terça-feira, 19. Além de péssimas condições sanitárias e do eminente risco de incêndio, o estabelecimento funcionava sem nenhuma licença ou autorização com validade. Ação também contou com o apoio de fiscais da Eletrobras Amazonas Energia.

 

O hotel interditado nesta terça-feira é o mesmo onde um homem foi encontrado morto com uma facada no pescoço por volta de 6h30 da última segunda-feira, 18. A vítima era recepcionista do estabelecimento.

 

Pela Prefeitura de Manaus, a ação foi coordenada pela Secretaria Municipal do Centro (Semc). “O hotel está sem condição nenhuma de funcionar. Inclusive, funcionava como moradia, no terraço havia um cortiço. Por isso, as secretarias da Prefeitura de Manaus não tiveram alternativa que não fosse a interdição”, Luiz Alberto Nazareth, assessor jurídico da Semc.

 

Um dos motivos da interdição é a ausência de Alvará de Funcionamento, constataram fiscais da Secretaria Municipal de Finanças (Semef). O último alvará obtido pelo hotel é de 2005. O estabelecimento também não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVB) e tinha extintores vencidos em 2011. Um grande desastre, afetando até a vizinhança, poderia ocorrer em caso de incêndio.

 

A fiação elétrica de todo o prédio era bastante comprometida. Além de exposta, foi identificado risco de curto-circuito e, por consequência, de incêndio.

 

O fiscal de saúde do Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa), Marco Fabris, informou que o hotel foi multado em aproximadamente R$ 14 mil. Além de não possuir Licença Sanitária, foi observado risco a saúde. “Havia muita sujeira. Colchões sem revestimentos e cheio de fungos. Infiltrações em todos os locais e um odor insuportável”, disse Marco. O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) também participou da ação.

 

Pela Polícia Civil, a operação foi comandada pela delegada Márcia Maciel, titular da Seccional Sul. Ação contou com o apoio de homens do grupo especial da Polícia Civil, o Fera. “Foi difícil encontrar uma legalidade aqui. Existem pessoas que moram aqui com família, com criança pequena e o risco para elas é muito grande”, disse Márcia Maciel.

 

Três quartos do hotel eram alugados ao valor mensal de R$ 600. Em um deles um casal com uma criança de seis meses estavam morando. Em outro moravam uma família, com marido, esposa e filho, há mais de oito anos. A criança tem 5 anos. As famílias foram assistidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).

 

ASSCOM SEMC 8842-3215